(em andamento e correção)
SINOPSE
Jeon sempre soube que o mundo não era justo. Órfão desde a infância, cresceu sob o domínio de um tio cruel e implacável, que fez de sua dor um combustível para o ódio. Criado entre segredos, vingança e ambição, se...
Voltei!! Eu disse que voltaria no domingo. Só não disse qual! Kkkkkkkkkkk
Aviso importante!🚨
Aparti desse capítulo em diante, haverá representação e fala principais dos outros personagens.
Fiquem atentos! E isso , vamos lá!!
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"Dois corpos em brasa, fogo que consome, no silêncio se encontram, no toque, dizem o nome. "
Observo o corpo esguio envolto no robe de cetim, e a promessa que fiz naquele dia se desfez como uma névoa passageira. Depois de tantos séculos, o mesmo gênero me atrai novamente, mesmo que da minha parte não haja um único resquício de sentimento.
Ele caminha pelo quarto em uma elegância admirável, pausando calmamente diante as janelas que parecem um espelho d’água, venerando a chuva que despenca do céu noturno. Parece perceber minha falta de honestidade, mas ainda assim não se importa em ser usado, e agradeço profundamente por isso - afinal, nossos corpos são compatíveis.
— O que está pensando? — sua voz rompe o silêncio, ainda voltado para a tempestade lá fora.
Não sou rápido o bastante para formular uma resposta direta e objetiva, não quando minha mente parece sempre está em movimento constante, sem nunca repousar.
— Você não está pensando em machucar aquele garoto, está? — insiste, sem obter o que deseja, mais uma vez. — Namjon...
— Desde quando se importa com quem eu mato ou deixo de matar? — levanto-me, captando de relance meu corpo nu refletido no espelho ornamentado na parede. — algumas noites juntos, e você já acha que tem algum controle sobre mim, Seok-Jin?
Ri pelo nariz, um som seco, como se estivesse ouvindo uma piada sem graça.
Não responde de imediato. Seus olhos percorrem meu reflexo, e por um instante percebo algo entre ofensa e desejo estampado em seu olhar. Mas em vez de recuar, ele se aproxima.
— Já não basta usar meus sentimentos ao seu favor, agora pretende me esnobar também? — o contorno do seu corpo, que há poucos minutos eu tinha sob minhas mãos, tornam-se mais nítidos no tecido fino— Não me faça odiá-lo e destruir seus planos, meu amor.
A ameaça paira no ar, velada sob uma voz suave, mas carregada de intenções. Ele sabe o peso das palavras, sabe como lançar cada uma delas como lâmina afiada. Mas eu sorrio, sabendo que seu ódio seria tão bem-vindo quanto sua paixão.