MP 22

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Olá meus Chins!! Voltei para mais um capítulo, e lembrando que agora em diante e só pra trás.

Aguardem os plotes , que tem muita coisa pra acontecer ainda.

Vamos lá! Não esqueçam o Votinho e comentem bastante.

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" No toque leve do primeiro olhar,floresceu em mim um novo luar

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" No toque leve do primeiro olhar,
floresceu em mim um novo luar.
Teu riso, melodia que me guiou,
num campo onde o amor despontou.

Mas veio o vento com cheiro estranho,
soprando verdades de tom tão tacanho.
Um sussurro quebrado, um rastro no chão,
a mentira morando na tua mão.

O que era sol virou tempestade,
e a paixão virou só saudade.
Te amei como quem crê no destino,
mas mentir foi teu ato mais genuíno.

Agora, calo o que era canção,
e carrego o silêncio no coração.
Foi amor, foi belo, foi meu —
até o instante em que morreu."



🌸



Observa o dia clarear lentamente pelas frestas da cortina, enquanto o corpo nu repousa confiante em meio aos lençóis amarrotados. A respiração é calma, o rosto parcialmente enterrado no travesseiro, cabelos ainda úmidos da noite anterior permanecem bagunçados — como se tivesse entrado em uma briga, pronto pra perder.

Talvez gostasse dele um pouquinho… se não fosse pela maldita teimosia, e aquela mania insuportável de se meter em assuntos que não lhe diziam respeito. Um pouco demais até para alguém que nem deveria estar ali.

Com um suspiro resignado, levanta-se da cama. Veste um robe leve de algodão azul-marinho e calça as pantufas já meio gastas — as mesmas de sempre, com um urso bordado na ponta. Passa uma das mãos pelos cabelos escuros e desgrenhados, cobrindo melhor o corpo forte antes de sair silenciosamente do quarto.

O aroma suave de café recém-passado o guia pelas escadas. Um cheiro morno e familiar que atravessa o corredor como quem dá boas-vindas.

— O que está fazendo aqui tão cedo? — pergunta ao entrar na cozinha, piscando os olhos ainda sonolentos, enquanto observa a mulher de cabelos brancos se movimentar com naturalidade entre as panelas. — São só cinco horas, Sin-ha...

— Você não costuma voltar pra casa nos finais de semana. — responde, sem sequer olhar para ele — E, geralmente, quando volta, sei que é pra ficar alguns dias. Então vim cuidar de você.

— Eu sei me cuidar.

— Eu sei que sabe. — afirma, com aquele tom que contradiz suas palavras. — Mas você ainda me paga. Mesmo que eu insista dizendo que não precise! — dá de ombros, batendo as gemas numa tigela com energia. — Preciso fazer alguma coisa. Não quero ser uma velha desocupada.

MEU PADRASTO - PJM-JJKOnde histórias criam vida. Descubra agora