O sol filtrava-se através das cortinas, lançando raios de luz suave sobre o rosto de Olivia. Ela abriu os olhos lentamente, ainda envolta na névoa do sono. A noite anterior, com seus pensamentos tumultuados e reflexões intensas, parecia distante, mas a inquietação emocional ainda a acompanhava.
“Olivia! O café está pronto!” A voz de Elliot ecoou pelo apartamento, rompendo o silêncio da manhã.
Olivia se espreguiçou e sentou-se na cama, tentando sacudir o cansaço da mente. Com um suspiro, ela se levantou, passando os dedos pelos cabelos despenteados. Hoje é um novo dia, pensou, embora o peso das decisões ainda estivesse ali.
Assim que chegou à cozinha, o aroma do café fresco a recebeu calorosamente. Elliot estava de pé, encostado na bancada, com uma xícara em mãos e um olhar preocupado. “Como você dormiu?” Ele perguntou, tentando decifrar a expressão dela.
“Melhor do que eu esperava,” respondeu Olivia, forçando um sorriso. “E você?”
“Consegui pegar no sono. Acho que precisava de uma pausa da… bem, de tudo,” Elliot disse, olhando para o chão por um instante, lembrando-se da briga com sua esposa. “Mas, ei, precisamos conversar sobre o que aconteceu ontem. E também temos que ir trabalhar. O trabalho não vai esperar.”
Olivia assentiu, mas sua mente ainda girava em torno de seus sentimentos por Casey. A conversa que precisava ter com Casey parecia um peso crescente em seu peito, mas por ora, ela precisava focar no presente. "Sim, claro. Temos muito o que fazer."
Ela serviu-se de uma xícara de café e se sentou à mesa, tentando se concentrar na conversa. Mais tarde, eu falo com Casey, pensou. Depois do trabalho, quando tudo estiver mais tranquilo.
Elliot começou a falar sobre os casos que viriam pela frente, mas enquanto ele falava, Olivia se viu distraída, perdida em seus próprios pensamentos. Amanhã, Casey e eu teremos que ter uma conversa. Preciso entender o que realmente sinto.
A expectativa misturava-se com a ansiedade, mas a rotina de trabalho a esperava, assim como a necessidade de se manter forte e focada. Ela sabia que não poderia deixar os sentimentos a dominarem completamente, mas também não queria ignorá-los.
“Olivia?” Elliot chamou novamente, trazendo-a de volta à realidade. “Você está bem? Parecia distante.”
“Estou sim, só pensando nos casos,” respondeu Olivia, sorrindo genuinamente agora. “Vamos, temos trabalho a fazer.”
Enquanto se levantavam da mesa, um novo capítulo de sua vida estava prestes a começar, tanto na UVE quanto em seu coração.
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Após um café da manhã rápido, Olivia e Elliot deixaram seu apartamento e seguiram pelas ruas da cidade, agora repletas de vida. O ar fresco da manhã enchia os pulmões de Olivia, e ela fez o possível para se concentrar nas conversas sobre trabalho, ignorando os pensamentos sobre Casey.
Assim que chegaram à Unidade de Vítimas Especiais, a atmosfera estava agitada, com os detetives discutindo casos e assistentes organizando papéis. Olivia sentiu uma onda de familiaridade e conforto ao entrar no espaço que, apesar de intenso, sempre foi um lugar de propósito e determinação.
"Olivia, você está pronta para a reunião com a equipe sobre o novo caso?" Elliot perguntou, enquanto eles caminhavam em direção à sala de conferências.
"Sim, só preciso revisar alguns detalhes primeiro," respondeu Olivia, tentando se manter focada. Ela se sentou à sua mesa, rodeada de relatórios e documentos. A rotina de trabalho sempre a ajudava a se distrair, e, naquele momento, era exatamente o que ela precisava.
Casey
Casey Novak estava em seu escritório, cercada por pilhas de documentos e arquivos do tribunal. O ritmo acelerado de sua vida profissional ajudava a distrair sua mente, mas havia uma coisa que sempre a tirava do sério: Olivia Benson. Desde o veredicto do caso de Lily Harrison, Casey não conseguia parar de pensar em como sua amizade com Olivia poderia evoluir.
Por que não consigo parar de pensar nela? Casey pensou enquanto revisava um dossiê. A voz de Olivia ainda ecoava em sua mente, a forma como ela a olhou no tribunal, a tensão no ar que parecia palpável. A conexão que sentimos não pode ser apenas uma ilusão.
Ela se levantou, incapaz de se concentrar. Casey se moveu até a janela e olhou para a cidade lá fora. O sol brilhava, mas sua mente estava envolta em nuvens de incerteza. O dia estava lindo, mas o peso de suas emoções a fazia sentir como se estivesse presa em um dia nublado.
A imagem de Olivia a fez sorrir involuntariamente. Como eu poderia arriscar nossa amizade? A pergunta a atormentava. Para Casey, a amizade que construíram ao longo dos anos era preciosa demais para ser colocada em risco por sentimentos que ela não sabia se eram correspondidos.
Casey pegou o celular e hesitou. O impulso de mandar uma mensagem para Olivia era forte, mas a dúvida a paralisava. E se ela não sente o mesmo? As inseguranças se aglomeravam em sua mente, tornando a tarefa simples de enviar uma mensagem uma batalha interna.
Com um suspiro, Casey decidiu guardar o celular na bolsa. O coração ainda batia acelerado, mas ela não podia se permitir arriscar a amizade que construíram com tanto cuidado ao longo dos anos. E se tudo isso acabar em desastre?
Com a mente cheia de perguntas sem resposta, ela se levantou e começou a andar pelo escritório, tentando se distrair com os casos que tinha para revisar. Olhando para as pastas empilhadas, a rotina de trabalho parecia um refúgio temporário para suas emoções turbulentas.
A tarde passou lentamente, e cada vez que o telefone vibrava, Casey sentia um frio na barriga, esperando que fosse uma mensagem de Olivia. Mas ao verificar, era sempre apenas um e-mail sobre o trabalho. Por que é tão difícil? pensou, frustrada consigo mesma.
Enquanto os colegas discutiam os casos em andamento, Casey se forçou a se concentrar, mas a imagem de Olivia ainda pairava em sua mente, como uma sombra que não se afastava. Apenas um dia de trabalho normal, ela disse a si mesma, mas as emoções estavam prestes a transbordar.
Quando o dia finalmente chegou ao fim, Casey se despediu dos colegas e se dirigiu para a saída. O ar fresco da noite a atingiu como um bálsamo, mas as dúvidas ainda a acompanhavam. Caminhando pela calçada, ela decidiu que, por enquanto, não se arriscaria a entrar em uma nova dinâmica com Olivia.
Talvez seja melhor assim, pensou, tentando encontrar consolo em sua decisão. No entanto, uma parte dela ansejava por mais. Quem sabe um dia?
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