A filha rejeitada. A escolhida pelo destino para escrever seu nome na história.
Tudo o que Siggy conhecia era o abandono. O sentimento de ver o amor que tanto necessitava ser arrancado dela pela rejeição tornava a vida da filha de Bjorn Ironside um...
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Aylin não teve muito tempo para reagir; as coisas aconteceram muito rápido.
A assassina apenas ouviu algum viking nojento dizer algo como "foder" e "vadia" na mesma frase antes de sentir a mão de Conan em sua coxa. Ela só percebeu que ele não estava sendo um pervertido de mãos bobas quando viu sua adaga tão amada atravessando a mão de um homem. A lâmina atravessou ossos, carne e a mesa de madeira.
Aylin acompanhou as gotas vermelhas voarem para todo canto, misturando-se com o vinho em seu cálice e respingando em seu colo. Depois veio o grito arrepiante do homem, e aquilo foi como uma onda fria acordando os sentidos da assassina.
Quando ela se virou, encontrou o viking sentado ao lado de Conan, debruçado sobre a mesa. O homem só conseguia grunhir de dor enquanto o assassino parceiro de Aylin cravava a adaga da garota com violência na mão do nórdico.
— Conan! — Aylin exclamou e se levantou em um pulo do banco.
Os outros nórdicos a imitaram, mas levantaram enquanto sacavam suas armas com uma clara intenção de ir para cima de Conan. A única arma que Aylin levava estava cravada na mão do nórdico que grunhia palavrões e maldições para Conan. Agora, a única forma de ela proteger Conan da fúria dos nórdicos seria com suas próprias mãos.
Mas Aylin mal cerrou os punhos quando seus companheiros assassinos sacaram suas facas e adagas, pegando os nórdicos de surpresa ao aparecerem por trás. Aylin viu uma adaga muito familiar pressionando a garganta de Bjorn.
Era a de Klaus.
— Sugiro que não se mexa mais nenhum centímetro — a assassina ouviu o pai dizer sombriamente para Bjorn — a não ser que queira ter a garganta dilacerada.
As narinas de Bjorn dilataram e uma veia saltou em seu pescoço vermelho de raiva quando ele soltou seu machado na mesa.
Para ter certeza de que não precisaria usar seus punhos contra algum viking, Aylin deu uma estudada rápida na cena ao seu redor. Kai prendia Ubbe com os braços enquanto Elek mantinha Hvitserk quieto com sua faca contra a carótida do filho de Ragnar, e Dorran usava duas adagas curtas como ameaça para qualquer movimento errado de Ivar, que não parecia muito abalado com a cena toda. Ele apenas acompanhava com os olhos os guardas do rei tirarem as princesas do salão.
Aylin pensou que as coisas poderiam dar errado durante esse banquete; ela só não pensou que poderiam dar tão errado assim. E, sinceramente, achou que, se houvesse algum esfaqueamento naquela noite, seria ela segurando a adaga e não Conan.
— O que está acontecendo? — rugiu o rei, confuso e irado, tentando enxergar sobre os ombros dos guardas que o cercaram para protegê-lo. — Elek, dê um jeito no seu garoto!
A ordem do rei foi obedecida imediatamente quando o mestre dos assassinos se virou para Conan. Um Conan que não parecia ter nenhuma intenção de soltar a mão do nórdico, que já estava pálido.