Criado para que você possa imaginar cenas fictícias com Júlia Soares.
Tudo o que será escrito é fruto da minha imaginação, logo, peço que não leve nada a sério e aproveite que está aqui para desfrutar o momento de leitura e imaginação.
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Sn e Júlia sempre foram rivais. Desde o primeiro encontro na quadra de esportes, as faíscas voavam. O que começou como uma simples implicância tornou-se uma rivalidade feroz. Nos treinos, Sn criticava cada movimento de Júlia, enquanto Júlia revirava os olhos a cada palavra de Sn. Nenhuma das duas admitiria, mas aquilo já estava indo além de uma simples briga de egos.
Certo dia, durante mais um treino, Sn entrou na quadra e viu Júlia conversando animadamente com Flávia, sua melhor amiga. O sorriso que ela lançou para Flávia incomodou Sn de uma maneira inexplicável. Algo ferveu dentro dela, e, antes que percebesse, já caminhava até as duas.
— Você não acha que está se empolgando demais, Júlia? — Sn interrompeu, com um tom de voz gélido.
Júlia a encarou de cima a baixo, sem disfarçar a irritação — E você não acha que devia cuidar da sua vida? — Júlia retrucou, cruzando os braços.
Flávia olhou entre as duas, desconfortável, e logo se afastou, percebendo que ali vinha mais uma briga.
— Minha vida? — Sn deu um passo à frente. — Talvez seja você que anda se intrometendo demais, Júlia.
— Eu? Você é quem está sempre me observando, sempre tem alguma coisa para falar! — Júlia rebateu, os olhos faiscando. — Se te incomodo tanto, por que não me ignora de uma vez?
A tensão no ar era palpável. As duas se encaravam, e o silêncio se arrastava. Os treinos haviam acabado, e elas estavam sozinhas na quadra. A luz suave do fim de tarde deixava o clima mais intenso. Apesar da briga, havia algo naquele confronto que trazia uma estranha eletricidade entre elas.
— Porque... — Sn hesitou por um momento, sentindo o peso das palavras que não sabia como dizer. — Porque você me irrita de um jeito que ninguém mais consegue.
Júlia deu uma risada sarcástica — Ah, que ótimo. A última coisa que eu precisava ouvir hoje era isso.
— Só estou sendo honesta! — Sn elevou a voz, dando um passo à frente.
De repente, elas estavam tão próximas que podiam sentir a respiração uma da outra. As palavras de Sn foram seguidas por um silêncio tenso. Júlia estreitou os olhos, como se tentasse ler algo nas feições de Sn.
— E o que você quer que eu faça com essa “honestidade”, Sn? — Júlia perguntou, cruzando os braços, mas seu tom estava menos firme, como se houvesse uma hesitação oculta.
Sn não soube o que responder de imediato. Por mais que odiasse admitir, aquela proximidade fazia seu coração bater mais rápido. Havia algo mais do que raiva ali, algo que ela não sabia como lidar.
— Talvez... — Sn começou, mas a frase se perdeu no ar. Ela deu um suspiro, desviando o olhar. — Talvez a gente nunca vá se entender.