Criado para que você possa imaginar cenas fictícias com Júlia Soares.
Tudo o que será escrito é fruto da minha imaginação, logo, peço que não leve nada a sério e aproveite que está aqui para desfrutar o momento de leitura e imaginação.
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Era sempre assim nas reuniões do grupo. Quando Sn e Júlia estavam no mesmo ambiente, o ar parecia mais pesado. Todos percebiam a tensão entre elas, mas ninguém sabia ao certo o motivo. Eram as únicas que não se cumprimentavam com um abraço, que evitavam se sentar próximas. E, ainda assim, os olhares de canto de olho e as farpas veladas estavam sempre ali.
Em um churrasco na casa de um amigo em comum, a situação não foi diferente. Júlia estava na cozinha, organizando algumas bebidas, quando Sn entrou.
— Você podia, pelo menos, tentar não ser tão mandona — comentou Sn, com um tom mais ácido do que o normal.
Júlia nem ergueu os olhos, apenas respondeu enquanto continuava arrumando os copos — Eu poderia, sim. Mas aí eu seria igual a você, e acho que já temos uma mandona suficiente aqui.
Sn respirou fundo, tentando manter a calma — Eu não sou mandona, eu só sei o que precisa ser feito. E se você não estivesse sempre querendo ser a dona da razão, talvez as coisas fluíssem melhor.
Júlia parou o que estava fazendo e finalmente olhou para Sn, seus olhos brilhando de irritação — Ah, claro. Porque você sempre sabe de tudo, né? Impressionante como ninguém pode ter uma ideia melhor que a sua.
Sn cruzou os braços, já sentindo o calor da discussão esquentar ainda mais o ambiente — Talvez se você ouvisse as outras pessoas de vez em quando, aprenderia alguma coisa.
Houve um silêncio pesado, mas, ao invés de responder com mais uma provocação, Júlia soltou uma risada curta e incrédula.
— Sabe o que é engraçado? — Júlia disse, balançando a cabeça. — Eu nem lembro mais por que a gente começou a se odiar tanto.
Sn, pegando-se desprevenida, relaxou os ombros.
— Nem eu — admitiu, surpresa com a própria confissão.
Júlia deu um meio sorriso, pegando uma das garrafas e oferecendo para Sn— Trégua?
Sn hesitou por um momento, mas acabou aceitando a bebida— Trégua.
E, pela primeira vez em muito tempo, o silêncio entre elas não era mais desconfortável.
Com o passar das horas, o clima do churrasco foi ficando mais descontraído, e o álcool começou a circular entre todos. Sn e Júlia, que haviam selado uma improvável trégua mais cedo, se pegaram bebendo juntas na roda de amigos, as provocações de antes dando lugar a piadas e risadas mais leves.
A certa altura, Júlia inclinou-se em direção a Sn, ainda com um brilho travesso nos olhos — Não sei por que, mas estou começando a achar que você nem é tão insuportável assim.
Sn, já um pouco alterada pelo álcool, deu uma risada baixa — Você também não é exatamente como eu pensava. Ou talvez o álcool esteja ajudando nisso.
Júlia sorriu, mordendo levemente o lábio inferior — Talvez a gente só precise de mais uns copos para ver onde isso vai dar, não acha?
Elas trocaram um olhar cheio de significado antes de Sn se levantar, os olhos sugerindo um convite implícito.
— Acho que vou levar mais uma bebida na cozinha
— Vou com você — Júlia, sem hesitar, levantou-se também
As duas seguiram até a cozinha, onde a música e as vozes dos outros não chegavam tão intensas. O ambiente, um pouco mais silencioso, estava apenas iluminado pela luz fraca da geladeira. Sn abriu a porta, pegando uma cerveja, enquanto Júlia se aproximou por trás, ficando perigosamente perto.
— Está quente aqui ou é impressão minha? — Júlia sussurrou, sua voz rouca próxima ao ouvido de Sn.
Sn, sentindo a tensão no ar, virou-se devagar, encontrando os olhos de Júlia. O olhar que elas trocaram não era o mesmo de hostilidade de antes, mas algo completamente diferente, mais carregado de desejo do que de qualquer outra coisa.
— Acho que é você— Sn respondeu, sem conseguir desviar os olhos de Júlia.
Antes que qualquer uma das duas pudesse dizer mais alguma coisa, Júlia deu um passo à frente e, sem pensar muito, puxou Sn pela cintura, encurtando de vez a distância entre elas. O beijo veio rápido, quase com urgência. As bocas se encontraram de forma intensa, como se estivessem acumulando aquela vontade há tempos.
O choque inicial foi substituído por uma explosão de sensações. Sn respondeu com a mesma intensidade, as mãos segurando firme os ombros de Júlia enquanto as bocas se exploravam sem pressa de parar. Entre beijos roubados e suspiros ofegantes, Júlia apertou Sn contra a bancada da cozinha, as mãos deslizando pelas costas dela, como se quisesse explorar cada parte.
— Isso... Foi inesperado — Sn murmurou entre um beijo e outro, já sentindo a pele arrepiar-se com os toques de Júlia.
— Talvez tenha sido o que a gente precisava o tempo todo — Júlia respondeu, seus dedos agora brincando com a barra da camiseta de Sn, puxando-a para cima de forma provocativa.
— Ou talvez a gente só esteja bêbada — Sn riu puxando Júlia para mais perto
— Pode ser — concordou Júlia, com um sorriso malicioso enquanto os beijos começavam a ficar mais atrevidos, as mãos explorando sem pudor.
A cozinha, isolada do restante da festa, agora era o palco de algo que as duas jamais haviam previsto, mas que nenhuma das duas estavam dispostas a interromper. ____________________________________________ META PARA PRÓXIMO CAPÍTULO: 66 ESTRELAS