Criado para que você possa imaginar cenas fictícias com Júlia Soares.
Tudo o que será escrito é fruto da minha imaginação, logo, peço que não leve nada a sério e aproveite que está aqui para desfrutar o momento de leitura e imaginação.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Pov's Júlia Soares
Alguns dias se passaram desde aquele abraço que ainda ecoava em minha mente. Eu tentava me concentrar nos treinos, mas sempre que olhava para a quadra, era difícil não pensar em Sn. Seu jeito de ser, a vulnerabilidade que havia mostrado... tudo isso parecia mexer com minhas emoções de uma maneira que eu não conseguia controlar.
Era um dia ensolarado, e o cheiro do ginásio estava impregnado com o suor familiar dos treinos. Eu estava sentada em um dos bancos, observando Sn praticar. Ela estava concentrada, seu corpo se movendo com graça e determinação enquanto trabalhava em sua rotina de ginástica. Havia algo hipnotizante em vê-la se mover assim, como se a quadra fosse uma extensão dela mesma.
Conforme os movimentos de Sn se tornavam mais precisos, minha mente vagou. Pensei no quanto eu costumava vê-la apenas como uma rival, mas agora, tudo era diferente. Era como se cada pirueta e salto revelasse uma nova camada dela que eu não tinha percebido antes. E quanto mais eu a observava, mais percebia o quanto me importava com ela.
— Olha só quem está hipnotizada! — a voz de Flávia me tirou dos meus pensamentos.
Virei rapidamente, um pouco envergonhada, e vi Flávia encostada no batente da porta, com um sorriso maroto no rosto.
— O que você quer dizer? — tentei agir despreocupada, mas sabia que não estava convincente.
Flávia se aproximou, cruzando os braços— Você está de olho na Sn, não está? — ela provocou, os olhos brilhando de diversão.
— Claro que não! — respondi, minha voz saindo mais alta do que eu pretendia.
— Ah, por favor! — Flávia riu, e eu podia sentir meu rosto esquentar. — Eu sou sua amiga, Júlia. Estou só dizendo o que todo mundo percebe. Você a observa como se estivesse tentando decifrar um código secreto.
Olhei de novo para Sn, que estava agora tentando uma série de saltos. O modo como ela se esforçava, como se fosse o último treino de sua vida, me fez admirar ainda mais sua determinação.
— Não é isso! — tentei protestar, mas a verdade era que eu estava me sentindo exposta.
Flávia se aproximou ainda mais, com um sorriso travesso — Você não precisa esconder. Todo mundo tem visto como a dinâmica de vocês duas mudou. É como se a rivalidade tivesse dado lugar a algo diferente, mais... interessante.
Eu suspirei, ainda mantendo o olhar fixo em Sn.
— Não sei o que você está falando — disse, mas meu coração estava acelerado. Flávia estava certa, e eu sabia disso. O que eu sentia por Sn era confuso e intenso, e isso me deixava em um estado constante de ansiedade.
Flávia se recostou em mim, e eu podia sentir a empatia na sua voz.
— Olha, Júlia, não tem nada de errado em se sentir atraída por alguém que você costumava ver como rival. Às vezes, essas conexões inesperadas podem ser as melhores.