SALA DE INTERROGATÓRIO.
— Lindsey, vamos começar de novo, tudo bem? Você precisa apenas nos contar a mesma coisa da última vez. O mesmo depoimento. — Olivia se acomoda e olha fixamente nos olhos de Lindsey, que agora era considerada culpada
— E-eu já falei, meu pai abusava de mim quando minha mãe não estava. No dia treze de janeiro ela viajou a trabalho e eu não aguentei....
— Vamos tentar mais uma vez. — Benson a pressionava cada vez mais. Eles sabiam que Lindsey estava mentindo, mas eles queriam que ela confessasse o crime.
Melinda observava tudo atentamente, enquanto escorada na parede da sala de interrogatório e ouvia. Ela era capaz de ver como Olivia levava seus casos a sério, e o quanto sua postura da capitã era evidente sempre, mas algumas vezes se mostrava muito mais aguçada. Isso era interessante.
Enquanto a mulher conversava com Olivia, Amanda entra brevemente na sala sem interromper o diálogo das duas, e entrega uma pequena planilha do caso nas mãos da sargento D'Ávila que logo começou a analisar os papéis.
Lindsey repetiu seu depoimento mais duas vezes, mas na segunda vez Melinda reparou que algo estava errado. Agora ela segurava em suas mãos o papel que havia o primeiro depoimento de Melonne, então ela leu e percebeu que havia algo errado.
— Um segundo. — A D'Ávila pela primeira vez durante o interrogatório se impôs a falar. Ela andou até a mesa e se pôs ao lado da capitã, onde a mesma tinha um semblante fechado e até um pouco confuso pela atitude da sargento.
— Sua mãe viajou no dia treze de janeiro, às duas horas da tarde, correto? Isso você afirmou no seu primeiro depoimento; mas agora você disse que não lembra muito bem o horário que isso aconteceu. — Melinda começou a andar e se aproximar ainda mais da suspeita.
— Sargento, por favor deixe isso comigo-
— Mas em nenhum momento, em nenhuma das vezes que você teve que dar depoimento, você citou que havia falado com sua amiga, Billie. Por que? Por acaso você achou que não era uma informação válida naquele momento ou achou que isso poderia ajudar você?
Lindsey agora parecia encurralada. Talvez ela não fosse tão esperta assim. Ou ela nunca havia sido esperta de fato.
— Vocês estão pressionando uma vítima. Isso infringe a lei, não? — Melonne tenta mudar de assunto.
— Não. E bom, se a vítima realmente for uma vítima... — Melinda diz e inclina seu corpo, ficando cara a cara com Lindsey.
— O.. o quê?
—... O que eu acho que não é seu caso, Srta. Melonne. — A sargento declara.
— Melinda, o que você está fazendo? — Olivia se aproxima e afasta a detetive da suspeita.
Melinda praticamente jogou alguns papéis na frente de Lindsey que, ao dar uma olhada melhor, percebeu do que se tratava. Eram provas. Conversas que ela teve com sua melhor amiga, Billie Winkys, dois minutos depois de matar o próprio pai.
— Eu tenho certeza que não era relevante falar para a polícia que você detalhou o que havia feito para sua melhor amiga, não é? Que zombou e mandou fotos do seu pai morto com uma bala de calibre 44 cravada na cabeça. Com certeza não eram informações relevantes... — D'Ávila pegou os papéis e entregou para Olivia que, naquele momento, já nem se importava mais em conter a sargento.
— "Eu já matei minha curiosidade", e "Ele nem sentiu nada", não quer nos contar como é a experiência de matar alguém? Como é bom o sentimento que você tem depois de tirar a vida de alguém que não teve como se proteger?
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Hostage
FanfictionA capitã da Unidade de Vítimas Especiais (NY), Olivia Benson, se vê diante de um desafio: lidar com a sargento recém chegada na unidade, Melinda D'Ávila. Benson sabe que tem dificuldade em aceitar mudanças, sair da zona de conforto, e esse traço se...
