A ideia de um outro filho não sai da cabeça de Alexandre. Giovanna ainda está pensativa a respeito dessa ideia, passar por todo o processo da gestação não é uma tarefa fácil. Muito menos cuidar de uma criança, Manuzinha já dá trabalho demais...
Mas o papai está disposto a passar por toda essa dificuldade. Com ele não há tempo ruim, ainda mais quando se trata da sua família. Por ela, faz o possível e o impossível. E a sua mulher e filha, viraram a razão do seu viver, se tiver outro filho, todo esse amor irá somar.
Quando Alexandre colocou os olhos em Giovanna, não pensou duas vezes em abandonar sua fama de pegador. Estava disposto a viver um único amor. O maior que já teve em toda a sua vida. Ele se orgulha todos os dias por ter mulher como ela ao seu lado.
E se enche de alegria ao ter uma filha que é a versão em miniatura da sua mulher. Manuela nunca foi planejada por ele, ser pai era uma realidade distante. Mas hoje em dia adora esse cargo e não vive sem sua pequena.
Nero saiu do banho e sorriu ao ver sua mulher deitada na cama, completamente concentrada no livro. Até com o cabelo preso em coque, óculos de grau e um pijama velho ela fica bonita.
Ele deitou por cima dela, se apoiando nos braços, para não colocar todo o peso sobre o corpo pequeno. Os olhares se cruzaram e ambos ficaram sorrindo um para o outro, trocando diversos selinhos e declarações.
— Te amo. Te amo. Te amo. — ele começou a admitir com o boca colada na dela.
Ela roçou o nariz no dele e passou a sentir o cheirinho dele de banho tomado e do pós barba.
— Eu te amo muito mais, Bonitão!
Eles ficaram no mundinho deles, conversando como tinha sido o dia de cada um. Começando a planejar como seria as férias, estão querendo fazer uma viagem. Levar Manuela para um lugar divertido.
Alexandre começou a descer os beijos e chegou na barriga dela, que é toda definida devido os treinos.
— Papai te ama, bebê! — fez cócegas na pele dela e deixou um beijo, a fazendo rir.
— Eu que sou a sua bebê, papai. — Manuela apareceu em frente a porta do quarto dos pais, segurando seu bicho de pelúcia.
— Você vai ser pra ser minha bebê. Mesmo quando esquecer de mim — fez bico. — Vem aqui, pequena. — chamou para se juntar a eles na cama.
— A mocinha não estava dormindo? — Giovanna perguntou.
— Perdi o sono. Quero dormir com vocês.
— Abusadinha você, hein! — ela disse em um tom divertido. — Vai dormir agarradinha comigo?
Ela confirmou, já se encaixando na mãe igual a um bicho preguiça.
— Tá vendo, amor?! Por isso que é legal ter um outro filho, para ter alguém para dormir agarradinho comigo também.
— Não. Não. Tem Manu pra todo mundo, papai. Não quero irmãozinho. — cruzou os braços e fez bico.
— É bobagem do seu pai. Não liga pra ele.
— Bobagem nada. Tu não sabe se tem outro bebê tá aí dentro — fez um carinho na barriga dela.
— Para, não tem — Manuela já queria começar a chorar — Só tem. Eu não quero — a primeira lágrima começa a escorrer. — Não quero um irmão.
