── .✦ 𝐎𝐍𝐃𝐄 𝓛acy Fraser achava que sabia o que era amor. Ou, pelo menos, pensava que não precisaria se preocupar com isso. Não quando suas maiores aventuras aconteciam ao redor de uma mesa de Dungeons & Dragons com seus melhores amigos de infânc...
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— O que você tá fazendo aqui? — Lacy a questionou séria quando franziu o cenho, ao avistar a irmã deitada na cama de seu quarto.
— Eu vim pegar a minha escova de cabelo que você roubou. — Ela enfatizou a palavra, fazendo a morena revirar o olhos. — E sua cama é injustamente mais confortável e macia que a minha, então fiquei por aqui.
— Eu não roubei nada. — Ela se sentou na cama ao respirar fundo, quase expulsando a irmã com o olhar.
— Eu ia tentar dormir, mas aquele seu amigo cacheadinho... — Alice olhou para o alto, tentando com que o nome surgisse em sua memória. — O Dustin! Ele tava ligando sem parar pro seu Walkie-talkie.
— O quê? — A menina saltou da cama, começando a procurar o objeto com o olhar, encontrando em sua escrivaninha.
— Ele falou algo sobre alerta vermelho...eu não entendi muito bem. — Informou como se fosse nada, com tédio entre suas palavras, se espreguiçando sobre a cama.
A menina correu para pegar seu Walkie-talkie, colocando no canal em que seu amigo estaria. Saiu do quarto para que sua irmã não bisbilhotasse sua conversa com o cacheado.
— Dustin, tá na escuta? — Perguntou, com desespero. Repetiu quando seu amigo não deu sinal de vida.
— Ora, ora, ora...olha quem resolveu aparecer. — Atendeu, com sarcasmo e um leve estresse notável em seu tom.
— Foi mal, eu estava ocupada. — Se redimiu, evitando explicações longas.
— Enquanto você fazia sei lá o que, o Dart fugiu e aposto que já virou um Demogorgon bebê! — O estresse em sua voz aumentou.
— É o quê?! — exclamou, totalmente confusa pelo o que acabou de ouvir.
— Eu explico melhor depois. O Steve e eu estamos indo pro ferro-velho.
— Pera aí... Steve?! — questionou, surpresa.
— Leva o binóculo, o Lucas tá levando o estilingue. — Pediu antes de desligar.
A menina sentiu seu coração acelerar. Ela sabia que tudo estava começando novamente e não gostava nada da ideia e sensação que isso trazia.
Mas agora, uma luz acendeu em sua mente, e a voz de Max dizendo que queria uma prova de que nada que ela disse era mentira, ressurgiu como um eco.
A garota correu para sua bicicleta, mas antes recolheu sua mochila com tudo o que precisaria para o que estava vindo pela frente, não esquecendo do binóculo que seria extremamente útil.
A morena pedalava rapidamente, sem nenhuma pausa, embora suas pernas pedissem por socorro. Sua sorte era que a rua Cherry não era tão longe.
A menina encarou o que presumiu ser a casa de Max. O carro de Billy estacionado bem na frente da casa entregou assim que ela o avistou.