Eu estava em uma cama quente e confortável. Meus olhos ainda estavam fechados, mas eu podia sentir um pouco de luz do sol vindo da cortina.
O sono estava me vencendo e o carinho que eu recebia no quadril estava muito gostoso, até sentir alguma coisa dura lá e então ouvir um sussurro de "Bom dia" no meu ouvido.
Abri os olhos de imediato, me virando para encarar o tarado que tinha invadido a santidade do meu quarto.
— Você? — eu disse, encarando aquele projeto de ser humano.
Comecei a jogar almofadas nele, e ele levantou os braços para se proteger.
— Que é isso, Taehyung? Eu só fui dar bom dia! — disse, indignado.
— Como entrou aqui?
— O que? — o desgraçado fez questão de parecer confuso — Você tá bem, Taehyung?
— De você invadindo meu quarto!
Eu estava pronto para lhe dizer desaforos. Como esse projeto de marginal ousa entrar no quarto feito um tarado e se esfregar em mim como se eu fosse uma de suas piriguetes? Eu juro que iria para cima dele com tudo quando uma tontura veio e me pegou de jeito. Tudo escureceu e a última coisa que vi foi ele correr desesperado em minha direção enquanto eu caía na escuridão.
[...]
Um bip insuportável estava soando no meu ouvido quando acordei. Era um quarto todo branco e tinha umas coisas ligadas em mim, uns fios e uma bolsa com o que presumi ser soro. Me virei devagar e vi novamente Jungkook sentado com as mãos cruzadas, apoiando o rosto enquanto sacudia as pernas. Ele usava uma roupa que mais parecia um pijama.
— O que tá fazendo aqui? — eu perguntei.
— Finalmente acordou, meu amor! — veio em minha direção e me abraçou apertado. Eu fiquei sem saber o que fazer.
— Com licença — eu disse, me afastando dele — Você tá muito perto e não tenho essa intimidade toda contigo.
— Ahm? — ele disse, se afastando e me segurando pelos ombros.
— Agora, onde estão meus pais? — perguntei, estranhando não ver minha mãe aqui chorando e berrando sobre a preciosidade dela estar num hospital.
— Ahm, seus pais estão numa viagem. — disse, como se fosse óbvio — Esqueceu? Uma viagem ao redor do mundo.
— Como assim, garoto? Eles estavam ontem brigando comigo porque eu cheguei tarde e você me diz que eles tão viajando.
— Como é? — ele perguntou.
Ele ia dizer mais alguma coisa, contudo, um médico entrou no quarto. Ele era jovem demais para um doutor; talvez seja residente?
— Como está nosso paciente? — disse, olhando para uma ficha — Me diga o que está sendo, senhor Jeon Taehyung.
Fiquei ainda mais confuso com ele me chamando assim. Será que era alguma pegadinha?
— Desculpa, doutor, mas meu nome é Kim Taehyung. — cruzei meus braços depois de me sentar na cama — E eu estou bem, só quero meus pais e tá tudo bem.
— Seus pais? Algum problema com o senhor Jeon te acompanhando? — perguntou ele.
— Todos os possíveis. — respondi, sendo repreendido por um Jungkook.
— Taehyung!
— O que? Somos dois adolescentes! Você não pode ser responsável por mim de qualquer forma, pirralho maldito!
— Com licença — disse o doutor — Mas disse que são dois adolescentes. Quantos anos tem exatamente?
— Dezoito. — respondi.
Então ele veio com uma lanterninha e verificou minhas pupilas, depois minha pressão e, por fim, olhou minha cabeça.
— Sofreu algum trauma recentemente? Queda, acidente?
— Não...Sim. — disse, mas o Jeon confirmou.
— Como o quê? — perguntou o médico.
— Ele teve uma batida de carro mês passado, ficou tonto por ter batido a cabeça, mas nada demais.
— Bom. Vou pedir mais alguns exames de imagem para ter certeza. Mas me diga, senhor Taehyung, que dia é hoje?
— Terça?
— Ano.
— 20XX.
O médico se virou para o Jungkook, que agora notei que estava diferente, mais velho?
Isso com certeza, mas ainda tinha a mesma cara irritante de coelho.
— Acredito que ele tenha perdido a memória. Não é tão comum sequelas com esse prazo, mas trinta dias do incidente se encaixam muito bem nisso. Os exames são para ver se não existe nenhum problema físico que esteja provocando toda essa situação.
Jungkook se levantou e notei que ele estava alto pra caramba. Ele cruzou os braços e fez uma cara preocupada.
— Que tipo de problemas, Nam? Pode ser sincero. — o médico suspirou e ajeitou os óculos.
— Falo de um simples coágulo que pode ser resolvido muito facilmente com medicamento ou cirurgia, mas como algum tipo de tumor.
— Eu tenho câncer? — gritei.
— Não. — disse o médico — Isso é na pior das hipóteses, mas você me parece muito saudável. Pelo seu registro médico, o último exame de sangue deu normal para a situação.
Então senti alguma coisa ficar gelada na minha camisa e então notei que tinha um vazamento na região dos meus peitos. Tinha algo saindo deles e me desesperei. Estava morrendo. De certeza.
— AHH! — gritei — O que tá acontecendo? — comecei a chorar.
Jungkook suspirou derrotado e disse:
— Eu te explico.
AVISO DE DIREITOS AUTORAIS
Esta obra é uma adaptação da história original "[De repente 30]", criada por [HOPEVOL6]. A autora original detém todos os direitos autorais.
Eu obtive permissão explícita da autora para adaptar esta história, respeitando sua criação original.
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De repente 30 [Taekook]
Fanfiction[ passando por revisão] "Eu o odiava. Com todas as letras Jeon Jungkook é maior babaca, idiota e insuportável que existe nesse mundo e nada me fará gostar dele. Bem, era isso o que eu pensava até acordar ao seu lado me chamado de amor..." Onde Taehy...
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