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Gaspar

Já faz 1 mês que eu não vou ver a Mel, obviamente sinto saudades dela e com isso até as meninas sentem a minha falta, infelizmente só estou chegando de madrugada em casa.

Sempre que posso pergunto pra Wesley se Melissa está bem e ele fala a mesma coisa que ela esta bem e que vivi no quarto.

Esses dias soube que a Cloe estar vindo pra cá, Eloah vai ficar muito feliz reencontrar a madrinha, a minha felicidade é ver a minha pequenininha feliz.

Estava imerso na rotina do morro, conferindo o rendimento das drogas na boca, quando o meu celular vibrou em seu bolso. Ao atender, a voz chorosa de Naju fez o meu coração disparar.

Naju: Irmão, vem pra casa,Eloah tá com febre alta e não abaixa de jeito nenhum... - disse ela, quase soluçando.

Gaspar não pensou duas vezes.

- Tô indo agora! - respondeu, encerrando a ligação e passando rapidamente as orientações para os homens que estavam com ele. - Confere tudo e me avisa qualquer coisa, entendeu? Não quero problema.

Ele subiu na moto e acelerou pelas ruas estreitas do morro, o vento cortando seu rosto enquanto a preocupação tomava conta de seus pensamentos. Eloah era sua afilhada, mas ele a amava como se fosse sua própria filha. Chegando em casa, encontrou Naju no sofá com a menina nos braços. Eloah estava pálida, os olhos semicerrados, e respirava com dificuldade.

- O que aconteceu, Naju? Desde quando ela tá assim? - perguntou, ajoelhando-se ao lado delas.

Naju: Começou à tarde. Dei remédio, mas não adianta... Tentei ligar antes, mas você não atendeu! - respondeu Naju, as lágrimas escorrendo.

Gaspar segurou Eloah com cuidado, sentindo o calor febril do corpinho dela.

- A gente tem que levar ela pro hospital agora. - Sua voz era firme, mas o medo transparecia.

Naju: E se a polícia pegar a gente no caminho? - Naju perguntou, preocupada.

Gaspar respirou fundo.

- Eu me viro. Eloah vem primeiro. Vem comigo.

Ele colocou Eloah na garupa da moto, protegida por Naju, e acelerou pelas ruas escuras, ignorando os perigos e focando apenas em chegar ao hospital. Quando finalmente entraram, Gaspar se dirigiu à recepção com urgência.

- Minha afilhada tá com febre alta que não baixa! Precisamos de ajuda agora!

Uma enfermeira rapidamente levou Eloah para atendimento, deixando Gaspar e Naju na sala de espera, aflitos. As horas se arrastaram como uma eternidade até que, finalmente, o médico apareceu.

- Vocês são responsáveis por Eloah?

Gaspar se levantou de imediato.

- Sou o padrinho dela. Como ela tá?

Médico: Ela está estabilizada agora. Tivemos que administrar um medicamento para controlar a febre. Fizemos exames, e parece ser uma infecção viral. Vamos monitorá-la por mais algumas horas, mas o pior já passou.

Naju quase desabou de alívio.

- Graças a Deus que Eloah está melhor... Eu tava tão assustada.

Gaspar assentiu, aliviado, mas a preocupação ainda o acompanhava.

- Posso ver ela? - perguntou, ansioso.

Medico: Claro. Falem baixo e deixem ela descansar.

Quando entraram no quarto, Eloah estava deitada, ainda pálida, mas dormindo tranquila. Gaspar se ajoelhou ao lado da cama, segurando a mãozinha dela.

MelissaOnde histórias criam vida. Descubra agora