10 | Ressaca

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Bárbara Furtado — ponto de vistaRio de Janeiro, Rj

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Bárbara Furtadoponto de vista
Rio de Janeiro, Rj

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Acordei com uma dor de cabeça enorme e uma puta ressaca moral, infelizmente eu tinha bebido o suficiente para fazer merda mas não tanto ao ponto de não lembrar do que eu fiz. Tomei um banho gelado e preparei um café bem forte para mim, repassando a noite passada na cabeça, a festa, o AT, o beijo... eu sabia que não devia ter feito aquilo mas até que não me arrependia tanto assim, ele foi legal comigo e beija bem para caramba, toda aquela atitude babaca sumiu quando nós estávamos ficando, o que melhorou muito a noite, mas eu tão fui tão burra ao ponto de dormir com ele.

Respondi as mensagens da Carolina sobre a festa e ela ficou bem feliz com as minhas atitudes, ela sabia que eu ficar com alguém significava que eu não estava ligando tanto para o meu ex, e isso era verdade, mas ela também riu muito quando eu contei como eu beijei ele. Aliás, aquela garota de ontem quase cospe fogo de tanta raiva quando me viu beijar o Arthur, ela xingou e saiu do sofá na hora mas ainda ficou incomodando durante a noite.

Chequei as redes sociais e acabei rindo com o tweet do Arthur antes da festa, os comentários na minha foto foi o que me acordou para o que eu tinha feito. Pegar um de quatro irmãos significava que isso excluía a possibilidade de ficar com os outros, todos os Castros eram irresistíveis e talvez eu tenha escolhido precipitadamente, mas agora já estava feito, e eu sabia que aquilo mudava a relação que eu tinha com os irmãos. Bom, pelo menos com o Caio, nós estávamos bem próximos nos últimos dias e eu sentia que ele dava um pouco em cima de mim, acho que as coisas vão mudar agora.

Deixei aqueles pensamentos de lado e organizei a casa, fiz uma limpeza completa ao som de uma boa playlist e depois resolvi algumas pendências da faculdade. Quando ficou de tardezinha eu resolvi ir em uma lojinha aqui perto que eu tinha visto dias atrás, tinha umas roupas de calor muito bonitas e eu estava precisando, o Rio de Janeiro era barra pesada às vezes. Me arrumei e sai de casa, evitando olhar muito para a casa dos Castros e encontrar um dos irmãos, segui caminhando pelo bairro com o fone no ouvido e observando as pessoas no caminho.

Foi quando eu vi uma criança sorrindo apontar para a vitrine, a mãe dela continuou andando e a garota fez uma carinha triste, eu virei para ver o que ela estava apontando e um sorriso também se abriu no meu rosto. Era uma clínica veterinária, tinha uma loja também e bem na frente estava alguns filhotes resgatados, todos tão fofos que era impossível não ficar feliz vendo eles. Eu acabei parando e observando eles, até que alguém se aproximou e colocou outro cachorrinho dentro no espaço, eu reconheci as tatuagens imediatamente e levantei o olhar, observando o Victor me encarando surpreso.

Confesso que a minha boca abriu em um leve choque de ver ele ali, a atitude dele não era nada compatível com filhotinhos de cachorro resgatados, na verdade era o completo oposto. Como eu não me mexi ele saiu da loja e se aproximou de mim, o rosto já assumindo a expressão de sempre.

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