Bárbara é nova na cidade e pede ajuda aos vizinhos para conhecer a região. Porém, ela não esperava que os quatro irmãos da família Castro se apaixonassem por ela. Victor, Caio, Arthur ou Lucas... Quem vai conquistar o coração dela?
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Bárbara Furtado — ponto de vista Rio de Janeiro, Rj
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O caminhão de mudança largou tudo em frente a minha nova casa e eu não sabia por onde começar, as caixas estavam espalhadas por todo canto e eu começava a me questionar se tinha sido uma boa ideia me mudar sozinha para outro estado.
Respirei fundo e comecei com as caixas menores, empilhando o que eu podia e levando até a sala de estar quase vazia da minha nova casa.
Eu estava na terceira remessa quando vi um Volvo SUV preto se aproximar e parar em frente a casa ao lado, que era enorme e linda por sinal, eu observei um garoto sair de dentro do carro, ele estava com uma roupa meio... exagerada, as calças baixas que eu conseguia ver a sua cueca preta da Calvin Klein mesmo de longe, os óculos pretos cobriam os olhos dele e me detinham de avaliar minuciosamente o meu vizinho.
Ele deu tchau para o cara dentro do carro, que logo arrancou para longe dali, e se virou em direção a sua casa. Foi quando ele me viu ali observando, o meu rosto corou instantaneamente por ser pega no flagra, o que fez o garoto me lançar um sorriso de lado bem sedutor, ele abaixou um pouco os óculos escuros e eu pude ver os seus olhos subirem de baixo para cima, me avaliando.
Eu não posso descrever a sensação que foi, talvez um pequeno formigamento na barriga e uma sensação de encrenca chegando, mas eu gostei. O garoto abriu mais ainda o sorriso quando me encarou fixamente por alguns segundos, logo depois colocando os óculos no lugar e seguindo até a entrada da casa, se virando um pouco antes de entrar na residência e vendo que eu ainda o observava.
Me virei e suspirei fundo, o Rio de Janeiro não podia ser tão... quente.
Ok Bárbara, foco! Eu não podia me distrair com caras bonitos no primeiro dia na nova cidade, até porque o meu pai está apostando que eu vou voltar correndo para casa no primeiro perrengue que eu passar, mas ele está MUITO errado. Eu continuei levando as caixas para dentro de casa, foi quando me deu uma sede enorme e eu fui até a cozinha para beber um pouco de água.
— Oi? tem alguém aí? — eu escutei uma voz vindo da entrada, quase engasguei com o susto.
— Hmm, aqui na cozinha — eu falei um pouco alto, para quem quer que seja.
Será que era aquele cara de antes? mas se ele vinha falar comigo por que não veio logo então?
Talvez ele...
Eu fiquei meio confusa quando outro garoto moreno entrou na minha cozinha. Ele era bem parecido com o outro, só que aparentava ser mais velho, e também era mais alto. Ele me lançou um sorriso aberto e genuíno, o que me fez derreter.