Cap 35 - Uma Partida de Uno

76 5 15
                                        

Oi povo! Provavelmente esse será o último cap de 2024, pois hoje já é dia 30. Como eu consegui escrevê-lo a tempo? Não sei, só sei que foi. Porém ele é um pouco mais curto. 

Um aviso: entre esse e o cap passado teve um pulo temporal, porém, todos os problemas surgidos capítulo anterior serão resolvidos, tipo vocês saberão o que rolou ou vai rolar. Apenas continue lendo e seja feliz.

Um Feliz 2025 para vocês!!!

- - - - - - - - 

Morro pov:

"Uno" - Lloyd diz enquanto joga um sete vermelho no chão - "Você jamais será capaz de me vencer!" - ele ri maleficamente - "Vá comer poeira, Morro!"

"Nossa! Pra que essa agressão, rebaixado!" - eu o encaro como se eu fosse perder, eu vou jogar uma carta para acabar com ele - "Ah que pena... Um mais quatro! Eu quero a cor verde" - eu posiciono minha carta bem intimidadora em cima da dele - "Quem disse que você iria ganhar? Eu que não!"

Ele me olha incrédulo, sabia que ele não imaginaria isso. No final, quem vai comer poeira será ele - "E já que você compra, não joga" - eu pego outra carta do meu baralho - "Minha vez, Lloyd" - eu jogo um dois verde - "Uno!"

"Mas como!!!" - ele grita comigo - "Você deve estar roubando! Eu não tenho nenhum verde" - ele me pede para lhe dar uma carta do baralho de compra. Eu pego a carta e sem vê-la, passo entre as grades de sua mini jaula - "Aqui" - Lloyd recebe a carta e um sorriso aparece em seu rosto - "Hahaha!" - ele me fita com vingança nos olhos - "Quem disse que você poderia ganhar?" - ele, com dificuldade, passa a carta em suas mãos pela grade e a joga em cima do baralho - "Um mais quatro para te ferrar"

Sabia que ele tinha mais uma dessas cartas dessa, mas ele não sabe da minha carta na manga - "Ventinho... Não importa o quão forte você seja, eu estarei sempre na sua frente" - eu mostro a minha última carta em mãos, um outro mais quatro - "Hahaha. Sua cara está ótima, pequenino. Não sabe perder?" - coloco a carta em check - "E eu ganhei. De novo"

Meu irmão fica perplexo, pois é claro, eu ganhei dele de 7x2. Não importa o quanto ele tente, eu ainda sou o mestre do Uno. Eu tenho o poder do irmão mais velho! - "Que jogar de novo?" - eu recolho as cartas e começo a embrulhá-las - "Dessa vez eu te deixo ganhar"

Ele fica num estado pensante, o que será que passa em sua cabecinha traumatizada? Sei lá... vingança? - "Sabe Morro. Não tem nada melhor para jogar?" - ele sai do estado de transe - "Já jogamos Uno tantas vezes. Não aguento mais perder para você e não aguento mais ver essas mesmas cartas!" - ele dramatiza virando o rosto para longe das cartas em minha mão - "O que as pessoas costumam fazer em momentos como esse?"

"Em momentos como esse?" - eu digo enquanto guardo as cartas em sua caixa, não posso perdê-las, elas são a única coisa de lazer a qual tenho acesso - "Lloyd, acho que pessoas normais nunca passam por momentos como esse." - eu declaro minha opinião - "Pelo que sei, as pessoas não viram fantasmas e são presas por um ser de poder enorme em outro reino" - eu aponto para ele - "E também, elas não são feitas de capachos desses mesmos grandes vilões para dominar outros reino em prol da liberdade de parentes que elas tanto amam" - eu aponto para mim - "Então eu creio que nossa situação é inusitada demais para levantar hipóteses lógicas"

Meu irmão fica chateado, ele não gosta de quanto eu toco no tópico sobre ele estar preso e eu estar trabalhando para a Proeminente para pouparem ele - "Desculpa, LaLoyd. Não queria ter falado desse tópico. Sei como ele te machuca. Desculpas" - eu me inclino levemente.

Ele percebe que me fez ficar mal e logo ignora o que eu disse e tenta colocar um sorriso na cara para me alegrar - "No problems" - apesar de seu rosto esbanjar alegria, as marcas em seu rosto mostram outra coisa. Não que eu possa dizer algo diferente sobre mim, eu passo meus dedos embaixo de meus olhos, sinto a áreas queimada pelas minhas lágrimas.

"Morro!" - ventinho me traz de volta a realidade momentânea - "Falando da maneira que você falou me fez pensar que nada que vivemos é algo considerado como normal" - ele se ajeita em sua cela - "Em primeiro lugar, ser um fantasma já é estranho, mas ser numa jovem idade já é questionável; então nossa situação de existência já é curiosa" - ele me julga - "Cara, olha pra nós. Eu tenho um corpo de uma criança de 8 anos e você," - ele tenta se lembrar - "deve estar entre seus quinze anos"

Até que ele acertou minha idade - "E daí? Não podem existir fantasmas de várias idade?" - eu tento ver até onde o ventinho vai chegar com essa conversa. Adoro ver as brisas que ele tem, pois por pior que elas sejam, fazem muito sentido.

"Tipo..." - ele continua - "Se você é um fantasma é porque morreu" - ele percebe que tocou em um assunto delicado, mais para ele do que para mim - "Tá, tá! Eu sei que fui meio longe demais, mas acho pouco provável pessoas que fizeram o que eu fiz com minha idade. E pra aumentar o drama, eu ainda parei aqui nesse lugar. O que foi bom para mim, pois eu te conheci, mas falando em voz alta, é uma história de vida meio inusitada"

"Meio?" - eu o questiono - "Tanto eu quanto você, Lloyd, somos loucos da cabeça. Contudo, somos loucos juntos" - eu digo enquanto dou uma leve risada - "É só analisar, Lloyd. Nós estamos num reino amaldiçoado e ainda nos metemos no caminho da proeminente, sem contar o fato que eu adoraria trair ela e tenho até planos de como ferrar com eles no futuro. Você sabe, aquela loucura que eu te contei sobre troca de pedras etc. Só tomara que dê certo"

Lloyd acena com a cabeça - "Você tem um ponto" - ele ri - "Nossas vidas parecem até um grande drama de televisão. Vibe novelas mexicanas!" - ele faz uma dancinha - "Mas relembrando de fatos do passado, sua cabeça está melhor?"

Ai Ai Ai... ventinho e sua obsessão em saber se estou bem - "Faz três meses que isso aconteceu. Eu estou bem" - eu declaro novamente - "Eu que deveria me preocupar com você, não o oposto!" - eu faço ele ri, pelo menos consigo ver nisso um sorriso verdadeiro. Pois é, a vida tá barra pesada. Eu faço minhas pesquisas, discuto com um ser que quer meu fim, trabalho com outros que querem me ver sofrer, mas de vez em quando esses caras me dão a permissão de conversar com meu irmãozinho. Eu até ganhei um Uno.

Mas em breve isso não será um problema: nos próximos meses nosso plano será posto em prática e finalmente estaremos livres. Nossa! Não vejo a hora de ver esses fantasmas idiotas se ferrarem ao lutarem contra os novos heróis de Ninjago. Quem são esses caras? Não sei. Quem os treinou? Uma ótima pergunta. Eu só ouvir dizer que eles são fortes e destemidos. Que o destino esteja a meu favor.

- - - - - - - - - -

1256 palavras

Lloyd, o fantasma - NinjagoOnde histórias criam vida. Descubra agora