La Última Jugada Parte 2

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Musica para esse capítulo:Minerva Deftones.

Madison pov:

Fechei a porta atrás de mim, o som abafado ecoando pelo corredor. O escritório de Alessandro ficava no andar de cima, e eu sabia que não deveria esperar encontrar nada, mas precisava tentar. Se houvesse algo ali, eu estava determinada a achar.

Ao passar pela sala, vi Georgina no sofá, fumando. Ela nem se mexeu enquanto eu subia, mas, antes que eu alcançasse as escadas, ela soltou uma pergunta.

"Vai para onde?"

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No escritório, comecei a vasculhar as gavetas, mas não encontrei nada interessante. Era óbvio que aquilo seria uma perda de tempo, mas não poderia me dar ao luxo de ignorar nada. Eu tinha que estar certa de que não havia nada ali que pudesse comprometer o plano.

De repente, ouvi o som da porta se abrindo atrás de mim. Georgina apareceu na entrada, olhando sem pressa.

"Encontrou alguma coisa?"

Eu me virei para ela e suspirei. "Nada demais."

Ela deu uma olhada rápida ao redor, sem se importar muito. "Já sabia que não ia encontrar."

Eu não discuti. "Só estou verificando."

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Mais tarde, na cozinha, enquanto eu vasculhava alguns papéis que tinham sido deixados para trás, uma xícara caiu da mesa e quebrou. Me agachei para pegar os pedaços, mas o que me chamou a atenção foi algo grudado na parte inferior da mesa. Ao virar o objeto, percebi que era uma escuta.

"merda, Geo." Ela apareceu na porta da cozinha logo depois, dando uma olhada rápida para o que eu segurava.

"puta merda."

O som da porta da frente se abriu de repente. Eu e Georgina olhamos para a entrada, mas antes que qualquer uma de nós falasse, ouvi um estalo e então, o barulho de tiros.

Meu coração disparou e, em um reflexo, me abaixei rapidamente, puxando Georgina para o chão junto comigo. O vidro da janela estilhaçou em nossa direção, fazendo o som de estilhaços ecoar pelo ambiente. O som de mais tiros ressoou, e, quando eu me virei rapidamente para olhar, consegui ver o rosto de quem estava atirando.

Carter. Não havia como errar. Ele não estava se escondendo. Estava ali, sorrindo de uma forma sádica, quase como se estivesse se divertindo com o caos que estava criando. A arma em sua mão estava disparando com precisão, e o sorriso em seu rosto deixava claro que ele estava apenas começando.

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O tempo parecia ter desacelerado à medida que Carter se aproximava. A tensão no ar era palpável. Ele sorria, ainda com a arma em mãos, e eu sabia que não tínhamos mais muito tempo para agir.

"Merda, Madi, isso tá virando um pesadelo," Georgina resmungou, ainda segurando a cabeça, mas com os olhos atentos à situação. "Não vai dar certo."

O som dos passos dele se aproximando era ensurdecedor, e ele estava com a arma pronta, mirando diretamente em nossa direção. Eu não tinha escolha a não ser correr.

"Vamos subir agora," murmurei. "É a nossa única chance."

Sem pensar duas vezes, puxei Georgina e começamos a subir as escadas. Não olhei para trás, mas sabia que Carter estava lá embaixo, nos observando com aquele sorriso ameaçador. Eu sentia o calor das suas risadas, que pareciam cortar o silêncio da casa. Não, não podia ser assim. Nós tínhamos que sair dali.

Chegamos ao topo das escadas, e antes que pudéssemos respirar aliviadas, ouvimos o som dos passos apressados dele subindo logo atrás de nós. Quando vi o reflexo dele se aproximando pela escada, algo me deu um estalo. Ele não ia nos deixar escapar tão fácil.

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