Namjoon
Chutei a porta com força, fazendo-a voar e bater na parede com um estrondo que ecoou como um trovão. Minha respiração era um rosnado audível, e os músculos do meu corpo pulsavam como se estivessem prestes a explodir. Entrei na sala com passos pesados, as garras da raiva rasgando meu autocontrole. Nada. Não havia nada ali.
O cheiro dele, no entanto, estava por toda parte, impregnando o ar, denso como uma neblina. Meus sentidos estavam em chamas, o lobo dentro de mim se contorcendo, faminto por sangue, por vingança, por ele. Um rosnado profundo escapou da minha garganta, mais bestial do que humano.
— Onde ele está?! — minha voz ecoou como uma rajada, carregada de fúria.
Eu me movia pela sala como um predador enjaulado, incapaz de localizar a fonte daquele cheiro que me enlouquecia. O lobo urrava em minha mente, exigindo ação, e minha visão parecia turvar-se em tons de vermelho.
De repente, senti uma mão no meu ombro, tentando me conter. Não houve hesitação. Agarrei o braço e, com um movimento brutal, arremessei o intruso contra a porta seguinte, que cedeu com um estalo sob o impacto do corpo.
— Caralho!
A voz cortou minha raiva, trazendo-me de volta, por um breve instante, à racionalidade. Olhei para ele, Yoongi, tentando se erguer enquanto pressionava o abdômen com uma das mãos e erguia a outra em rendição.
— Nam... sou eu... calma.
Minha mandíbula doía de tanto ranger os dentes.
— Onde ele está?! — rosnei, meu peito arfando como o de uma fera acuada.
Saí do quarto, ignorando o olhar preocupado de Yoongi, e corri pelo corredor. Meu lobo guiava meus passos agora, cada batida do coração um tambor que ditava o ritmo da caçada. Então, ele apareceu. Um dos homens de Hwasa. Seu cheiro era um insulto.
Ele ergueu a arma e atirou. A bala atingiu meu ombro, mas não importava. Minha pele ardia, mas minha mente estava focada apenas em uma coisa: destruí-lo. Um salto bastou para alcançá-lo. Segurei sua cabeça com força, minhas mãos como as mandíbulas de um predador, e pressionei meus dedos contra seus olhos. O som da carne cedendo foi abafado pelos seus gritos, mas nem isso saciou o lobo.
Levantei sua cabeça e a bati contra o chão, de novo e de novo, até que ele não se movesse mais. Meu peito subia e descia rapidamente, minha respiração se misturando aos rugidos do lobo que clamava por mais. Foi quando senti algo atrás de mim.
Virei-me com um rosnado, pronto para atacar, mas parei ao reconhecer Yoongi, parcialmente encostado na parede, os olhos arregalados, uma mistura de medo e exaustão estampada em seu rosto.
— Se você continuar assim, vai acabar machucando o seu ômega... ou morrendo, Namjoon. — Sua voz era quase um grito, tentando romper a barreira da minha fúria. — Tenta se controlar!
Suas palavras mal penetraram a névoa que envolvia minha mente. Eles estavam com o que era meu. Meu ômega. Meu lobo urrava dentro de mim, cada fibra do meu ser focada em uma única missão: trazê-lo de volta.
Continuei correndo, ignorando os avisos de Yoongi. Cheguei a um cruzamento de corredores. Meus ouvidos captaram o som de vozes e passos. Assim que virei uma esquina, vi um grupo considerável de guardas me esperando. Eles ergueram suas armas.
O primeiro passo em direção a eles foi interrompido por algo que colidiu com meu corpo, me empurrando para trás com força suficiente para me derrubar antes que os tiros começassem a ecoar. Caímos juntos no chão, rolando em uma confusão de movimentos e grunhidos.
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SERPENTE
FanfictionTata e Chimmy, dois jovens ômegas, que desconhecem a palavra "controle", veem suas vidas virarem de cabeça para baixo após uma festa que deveria ser apenas diversão. Desnorteados e vulneráveis, eles caem nas garras do comércio ilegal de ômegas, merg...
