Cinco anos depois.
Kookie
O ômega loiro dançava como uma visão etérea, um misto de delicadeza e sensualidade que era impossível ignorar. Seus quadris balançavam em perfeita sintonia com a batida hipnotizante da música que ecoava pelo salão. O tecido transparente do macacão, cravejado de diamantes que refletiam a luz da boate, abraçava sua pele pálida e delicada como um véu quase inexistente. Sob ele, a jockstrap com correntes douradas fazia questão de destacar sua bunda redonda e firme, atraindo olhares famintos de todos os cantos do ambiente.
Olhei ao redor, tentando ignorar o calor que subia pelo meu corpo diante daquela visão. Todos estavam encantados, como se o loiro tivesse lançado algum tipo de feitiço. Mesmo assim, meus olhos procuraram os cabelos azulados em meio à multidão, e não demorou para que eu o encontrasse do outro lado do bar. Ele estava lá, imóvel, os olhos felinos fixos no ômega que agora deslizava as mãos pelo próprio corpo de forma quase indecente.
Quando o ômega virou de costas e começou a rebolar com uma precisão que parecia desafiar as leis da física, ouvi um rosnado baixo escapar do homem de cabelos azuis, quase inaudível, mas suficientemente carregado de desejo para me fazer erguer a sobrancelha. Nossos olhares se cruzaram, e um entendimento silencioso passou entre nós. Sem perder tempo, nos movemos juntos, como predadores em perfeita sincronia, em direção à mesa onde nossos alvos estavam.
Tata foi o primeiro a agir, servindo os petiscos com movimentos meticulosamente calculados, enquanto eu me encarregava das bebidas. Os velhos à mesa mal desviaram a atenção do palco, suas expressões repletas de luxúria enquanto observavam o ômega se apresentar. Ele era uma arma, uma joia lapidada para cativar e destruir — e estava funcionando perfeitamente.
— Com licença, senhores, estão gostando da apresentação? — perguntei, com a voz baixa e controlada, como se aquilo fosse uma conversa casual.
O mais velho da mesa desviou os olhos do palco por um breve momento, os lábios se curvando em um sorriso satisfeito.
— E quem não gosta?
Inclinei-me levemente, assumindo uma postura que mesclava deferência e autoridade, o tom da minha voz cheio de promessa.
— Ele é o nosso melhor ômega. Se tiverem interesse, posso fazer uma reserva exclusiva para vocês.
As palavras mal haviam saído da minha boca, mas o efeito foi imediato. Os olhos dos alfas brilharam, como se tivessem acabado de ouvir a oferta mais tentadora de suas vidas. Um arrepio de nojo percorreu minha espinha, mas o controle não vacilou.
— E quanto custaria uma noite com essa preciosidade? — perguntou um deles, a voz rouca de antecipação enquanto seus olhos não desgrudavam do ômega.
— Meio milhão de dólares. — Minha resposta foi direta, firme, sem espaço para negociação.
Por um breve instante, vi a hesitação passar pelo rosto deles. O valor era um golpe, mas o desejo evidente nos olhos dos homens os tornava presas fáceis. Eles estavam tão distraídos pelo que viam que mal perceberam Tata, que continuava servindo os pratos com uma calma que beirava o debochado, como se tudo aquilo fosse apenas mais uma noite comum.
— Tudo bem. Vamos contratar os serviços. — O mais velho finalmente cedeu, seus olhos famintos seguindo os movimentos do ômega no palco. O loiro deslizou as mãos por suas curvas de maneira provocativa, seus quadris girando de forma tão precisa que a plateia explodiu em assobios e aplausos.
— O senhor possui o dinheiro? — perguntei, mantendo o tom profissional, embora houvesse um certo desafio implícito na pergunta.
O alfa mais velho me lançou um olhar repreensivo, sua expressão endurecida pelo orgulho ferido.
VOCÊ ESTÁ LENDO
SERPENTE
FanfictionTata e Chimmy, dois jovens ômegas, que desconhecem a palavra "controle", veem suas vidas virarem de cabeça para baixo após uma festa que deveria ser apenas diversão. Desnorteados e vulneráveis, eles caem nas garras do comércio ilegal de ômegas, merg...
