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Han Jisung

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Han Jisung.

Minhas mãos tremeram na cintura do ômega e Minho se levantou do meu colo rapidamente, ficando em pé na minha frente enquanto me encarava com o rosto vermelho.

- Eu... - Começou a sussurrar mas parou, ele parece tão perdido quanto eu.

Me levantei também, em seguida me arrependendo, já que novamente ficamos próximos demais. O ômega dá dois passos para trás e olha pro chão.

- Você sabe...?

- N-não... - Respondo baixo.

Observo Minho passa a mão no corpo dando leves batidinhas, como se estivesse conferindo algo, depois disso ele suspira aliviado.

- O que?

- Pelo menos eles não fizeram nada demais. - Ele diz e eu entendi, assentindo com a cabeça.

- Meu lobo não faria nada com Hyein aqui. - Eu acho.

- Nem o meu...

Ele levanta a cabeça e me olha curioso

- Você sabe o que eles conversaram?

Neguei.

- Mas tenho certeza que foi meu lobo que deu a ideia... daquilo. - Revirei os olhos e escutei o animal rir no fundo da minha mente.

- Como agradecimento pela minha diversão, meu nome é Junseo, moleque.

Junseo?

Desde quando animal tem nome de gente?!

- Bem... me admira o meu ter concordado com isso. - Minho diz e cruza os braços. - Mas não importa quem deu a ideia ou não, ambos são idiotas por me fazerem passar por isso.

Me segurei para não rir da expressão do ômega: seu bico irritado e sua perna batendo no chão. Tão fofo.

- Vai me dizer que não gostou? - Ri provocando e me aproximando lentamente.

- Saí, garoto! - Minho bufa fingindo estar irritado enquanto revira os olhos e dá passos para trás novamente.

- Não seja tão mal, Min. - Continuo indo na direção dele, lentamente.

- Jisung, o que tá fazendo? - Sua voz sai baixa e eu sorri percebendo o nervosismo no tom. Então eu mexo com você, querido?

Bom saber.

Eu mexo com você, Lee Minho, então você não se importa se eu te provocar um pouquinho, não é?

- Sabe o que eu percebi, Lino? - Pergunto parando perto o suficiente de Minho e ele nega com a cabeça, nervoso. - Que a gente nunca conversou sobre nós. O que nós somos?

Todas as nossas conversas são sobre Hyein ou nossos amigos, nem sobre o nosso passado tocamos no assunto. Esse talvez seja o momento ideal para falarmos sobre isso.

- Nós?

- Sim, nós. Ou vai dizer que não existe um nós? - Falo em tom baixo e provocante enquanto levo minhas mãos à cintura de Minho, encaixando na curva de seu corpo e dessa vez por vontade própria.

- Han-ah... - Ele diz quase em um sussurro e eu encaro seus olhos. - Vamos falar disso agora mesmo?

- A gente não pode fugir disso o resto da vida! - Exclamo em tom suave, para não acordar Hyein. - Eu logo vou ter que voltar a viajar e eu quero ir com a consciência limpa de finalmente ter conversado com você.

Vejo o homem engoli seco e assentir.

- Antes... Me diz... O que aquilo significou pra você? - Aquilo? - O... nosso cio... quero dizer... o meu ma-

- Foi incrível, Minho. - Corto sua fala, respondendo a pergunta anterior. - Significou muito pra mim.

- Apesar das circunstâncias?

- Sim, apesar de tudo. Eu gostei e não mudaria nada. - Falo olhando nos seus olhos e vejo um leve sorriso aparecer no rosto do ômega.

- Um nós? Eu não sei o que nós somos. - Ele começa. - Mas eu sei o que eu gostaria que fossemos.

- E o que você gostaria, hyung? - Pergunto olhando com expectativa, enquanto sinto seu cheiro voltar a circular com doçura e leveza.

Minho tromba levemente a cabeça pro lado e diz:
- Eu quero que nós sejamos o que não conseguimos ser dois anos atrás.

Dois anos atrás eu não fazia ideia que o que eu sentia por Minho era amor. Eu pensava ser apenas uma paixonite boba de adolescente por ele ser ômega e eu ser alfa, mas Chris me disse que se fosse isso, eu também me sentiria assim pelo Binnie. Porém, apesar de tantos conselhos, eu ignorei esses sentimentos.

Diversas vezes, me alertaram que Minho poderia sentir algo por mim, mas eu sempre relevei. Eu achava impossível que ele, sendo tão belo e desejado, gostaria de mim. Quero dizer, eu sei que sou bonito, mas Lee Minho era o ômega que todos os alfas queriam, mas nenhum conseguia.

Eu acreditava que minha paixonite iria embora com o tempo, mas quando, naquele fatídico dia, Lee Minho apareceu tão vulnerável e eu perdi o controle e porra, eu transei com meu melhor amigo, foi a semana mais surreal que eu já tive, foi intenso, foi bom e... Eu me lembro de dizer que queria levar aquilo pra frente se ele quisesse também, mas o cansaço após sexo foi tanta que eu apaguei em seguida.

Eu pensei que ele não lembrava disso, já que ele nunca tocou no assunto, então fingi que não disse nada quando acordei.

Agora penso que ele nunca teve sequer algum tempo pra pensar sobre isso, tudo aconteceu rápido demais e de repente eu já não estava mais aqui.

- Então vamos deixar rolar? - Pergunto esperando uma confirmação da boca do mais velho, olhando em seus olhos com expectativa e ansiedade.

- Sim, vamos deixar acontecer. - Ele responde enquanto leva as pequenas mãos até meus ombros, como apoio, logo, inclina seus pés para cima.

Lee Minho cola seus lábios nos meus, formando um selinho simples, mas repleto de sentimentos. Eu consigo sentir o carinho por esse simples gesto.

Meu coração bate forte contra meu peito e eu retribuo puxando sua cintura para mais perto de mim. Movo meus lábios contra os seus, aprofundando o selinho e transformando em um ósculo mais íntimo.

A língua logo é adicionada no beijo e exploro sua boca, me familiarizando com o local. A língua de Minho se move junto da minha e eu aperto o corpo do mais velho contra mim.

O ômega leva uma das mãos até minha nuca e acaricia meu cabelo, enquanto solta seus feromônios, e novamente me fazendo sentir o cheiro de seus sentimentos mais fortes.

Porra, como eu amo beijar você, Lee Minho.

Afasto meus lábios mesmo contra minha vontade, ofegante demais pra continuar. Deposito vários selinhos em seus lábios no processo de separação e escuto o ômega rir um pouco.

Eu amo sua risada, Lee Minho.

Meu peito sobe e desce enquanto minha respiração volta ao normal. Colo nossas testas e quebro o silêncio do quarto.

- Você é como uma droga, ômega.

- Não diga como se não fosse também.

Filhote - Hanknow ABOOnde histórias criam vida. Descubra agora