bônus III

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Lee Minho

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Lee Minho.

Sinto como se passasse um filme da minha vida, desde quando eu era um pirralho que ao menos sonhava com as responsabilidades impostas a mim por eu ser ômega - Ômega e lúpus - até minha adolescência, onde eu perigosamente entrei no cio e fodi com meu melhor amigo, e agora, vejo o eu atual com o corpo completamente dolorido e esperando pela anestesia, se preparando para ter outra cesariana.

Retiro tudo o que eu disse sobre amar transar, não compensa ter que pari uma criança.

- Cala a porra da boca, Jisung! - Me estressei, exclamando com raiva.

No momento em que eu senti a primeira contração, Heeseung deu um chute certeiro na minha bexiga, e, com sorte, cheguei ao banheiro com tempo. Porém, após algumas horas, senti algo pior, a dor aumentou em uma medida que eu só queria morrer.

Era como se meus ossos estivessem quebrando, caralho.

Como Deus é bom o tempo todo, Jisung também sentiu as dores por causa da marca - em um nível menor, claro -. Esse alfa infeliz merece essa dor pois ele que é a causa delas, ele quem me engravidou - duas vezes, por sinal - e ele quem lide com as consequências.

Não bastou muito tempo e eu senti algo familiar: O líquido amniótico descendo pelas minhas pernas seguido de contrações fortes.

- Porra, para! Não tá funcionando! - Pedi novamente para Han parar de falar.

Ele quer tentar me acalmar com palavras, mas não percebe que isso apenas me irrita.

- Amor, mas o médico disse pra mim te distrair e-

- Jisung! - Repreendo com um olhar de raiva e sinto meu ômega uivar dentro de mim.

- Não reclame com ele.

Vai pra puta que pariu também, Haeun.

Tudo dói nessa porra! Tudo! Minha coluna, meus pés, minha cabeça... e até a merda dos meus seios estão doloridos e vazando leite descontroladamente. Malditos genes lúpus.

- Min, me escuta, meu bem. Deixa eu te ajudar. - Respiro fundo escutando aquela frase pela quinta vez em menos de dez minutos.

- Me ajudar como, Jisung? Infelizmente os lúpus ainda não evoluíram pra trocar de corpo, porque só ai você ia poder me ajudar, cacete! - Resmunguei. - Porra! - Xinguei sentindo outra contração. - Puta merda, eu nunca mais vou dar o rabo sem camisinha.

- Amor! - Senti a mão do alfa segurar a minha e eu respirei fundo pra não surtar.

Sabe quando você sente todos os seus hormônios tão bagunçados que tudo que você pensa é chorar e gritar? Eu tô assim.

- Calma, por favor. - Olhei em seus olhos, tentando seguir o que Han me pede. - Não precisa surtar, eu tô aqui. Seu alfa, meu bem.

Apertei sua mão, sentindo meus olhos lacrimejarem com outra contração.

Filhote - Hanknow ABOOnde histórias criam vida. Descubra agora