Segundo dia.

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Fui ansioso para escola pensando na pergunta que o DR. Mufaza havia me feito, será mesmo que valia a pena lutar por ela, será que é valido todo esse prestigio que Beca estava recebendo de minha parte, embora a pergunta que eu deveria fazer para mim mesmo era porque, porque a amo tanto dessa forma tão condicional e tão platônico.
Era aula de Filosofia, novos professores haviam entrado na escola, devido a um concurso que fizeram.
- Alunos - começou o professor - Todos vocês sabem das mudanças que ocorreram aqui na escola, a partir de agora as aulas serão mais dinâmicas do que antes, estão previsto vários passeios principalmente a vocês do terceiro ano.
Ele iria explicar mais quando Beca levantou mão pedindo a palavra.
- Sim Beca.
- Esses passeios serão definidos por quem? - perguntou.
- Eu já vou chegar nessa parte - respondeu - continuando, os passeios serão feitos de cada quinze dias, escolhidos pela direção, respondendo a pergunta de Beca, hoje iremos a DATAPREV empresa de Ti.
A classe comemorou.
- Agora, saiam todos com organização para fora que temos um ônibus a espera a nossa espera.
Fiquei na cola de Beca até chegarmos no ônibus, pois queria sentar ao lado dela no banco. O ônibus demorou meia hora para chegar na empresa, descemos perfilados um atrás do outro, o professor pediu para que ficássemos todos juntos, para que ninguém se perdesse.
Foram distribuídos crachás para todos os alunos, com o nome e a foto de cada um, ficamos esperando quinze minutos até que homem se aproximou.
- Vocês são a turma da escola que vieram para a excursão - perguntou.
O professor fez que sim com a cabeça.
- Siga-me vamos começar.
Estava seguindo o tal homem quando Beca puxou meu braço, fazendo com que me virasse.
- Tá afim de uma aventura? - perguntou.
- Mas é claro que sim - respondi.
Seguimos até um elevador em busca de nossa aventura, a ideia era invadir o sistema da empresa, porém não contávamos que aconteceria um curto no sistema de energia da empresa, fazendo com que ficássemos presos no elevador sem energia e sem ar condicionado.
- Eu estou morrendo de calor - comentou Beca.
- Temos que aguentar, não sabemos que hora a energia vai voltar - ponderei.
Já havia passado quase meia hora e a fadiga misturada com desespero só aumentava, Beca ligou a lanterna de seu celular e pediu a mim que segurasse, apontando a luza da lanterna a ela. Ela começou a tirar seu uniforme ficando de top e saia, estava extremamente agradecido ao dia quente que fazia e a falta de energia, tentava disfarçar para não olhar beca só de top preto e uma saia curta, mas era quase impossível.
- Caraca! - disse.
- Que foi? - perguntou Beca.
- Eu acho que estou te amando cada vez mais.
- Não se acostume Gafanhoto, você não vai me ver assim de novo tão cedo.
- Por isso estou tentando aproveitar ao máximo o dia de hoje.
Ela sorriu.
Quarenta minutos se passaram e nada da energia voltar já havia tirado minha camisa, arregaçado minha calça estávamos sendo assados vivos, quando de uma hora para outra a energia voltou e o elevador subiu novamente.
Quando a porta se abriu, todos da classe estavam do outro lado e vendo Beca só de saia curta e top e me vendo sem camisa. Nos vestirmos rapidamente e levamos uma bronca do professor, mas eu nem me importava, depois de passar quarenta e cinco minutos com Beca em um elevador sem energia, ver Beca só de top nada abalaria minha alegria.
Depois da escola passei a tarde inteira jogando vídeo game até dar a hora de ir a mais uma sessão de psicologia.
Já era à noite quando minha mãe ofereceu para me levar, eu recusei fui andando até o consultório do D.R. Mufaza que mais parecia sua própria casa. Toquei a campainha e a secretaria abriu a porta e quando eu entrei na sala do Mufaza, parecia que ele já estava à minha espera.
- Pequeno João - disse.
- Pode me chamar de Gafanhoto - sugeri.
- Prefiro manter a formalidade.
- Mas eu não, por isso irei te chamar de tio.
Ele sorriu.
- Antes de começarmos posso te fazer uma pergunta? - Perguntei.
- Acabou de fazer, mas fale.
- Os seus pais eram fãs de Rei Leão.
- Me pego pensando nisso todos os dias.
Rimos baixo
- Já tem a resposta para minha pergunta?
- Tenho sim, e a melhor resposta é belive! Devemos acreditar que tudo é possível e vale sim vale a pena lutar por ela, vale a pena lutar pelo o amor.
- Interessante, agora me conte o quê aconteceu, desde quando você saiu daqui ontem à noite.
- Bom, fui andando embora para casa, então fiz o que faço toda noite, voltei para o meu quarto desabei no beliche de baixo, embora não faça o menor sentido dormir em um beliche, pois ninguém dorme no beliche de cima e formulei planos de como seria minha tentativa de ficar com Beca para o dia de hoje. Hoje fomos a uma excursão em uma empresa de tecnologia, Beca não estava interessada na aula, muito menos eu, então ela me chamou para uma pequena aventura. Pegamos o elevador e de repente acabou a energia.
Mufaza tossiu, enquanto eu falava e fazia varia anotações
- Estava muito calor e Beca tirou sua camisa ficando só de top em minha frente, eu tirei minha camisa e assim ficamos esperando a energia voltar quando voltou todos da classe viram Beca e eu naquela situação embaraçosa.
Tossiu novamente
- O professor deu uma bronca na gente. A tarde fiquei jogando Vídeo Game, até a hora de eu vim para cá.
- Você sabe o que é um ser lunático?
- Acho que sei.
- No seu caso pode se dizer que você é uma "Becanatico"
- Acho que sim.
- Você acha que ela é perfeita, talvez ela seja sua razão de viver.
- Sim ela é perfeita.
- Leia aquela frase para mim - Disse apontando para um dos seus quadros filosóficos.
- "Conhece-te a ti mesmo" Sócrates, tá, mas o que significa.
- "Conhece-te a ti mesmo" é uma frase de introspecção. Significa que devemos fazer uma observação da nossa vida interior. É como uma sugestão de Sócrates para que façamos um exame dos nossos próprios pensamentos e sentimentos, para perceber o quão ignorante somos, o quão ainda temos que aprender. Seguindo essa linha de pensamento socrática poderíamos completar a frase citada com outra frase de Sócrates: "Só sei que nada sei". Você deve se autoconhecer depois tentar conhecer o desconhecido assim terá uma visão ampla sobre sua vida e saberá se será capaz ou não.
- Eu sou capaz, eu sei que eu sou capaz.
- A sessão acabou amanhã no mesmo horário, reflita sobe o que eu te disse.
Voltei para casa, mas não conseguia refletir nas sabias palavras do tio, estava feliz de mais com o que tinha acontecido, então voltei para o meu quarto me joguei no beliche de baixo, mas não bolei nenhum plano e sim fiquei pensando no havia acontecido.

Eu te amo tantoOnde histórias criam vida. Descubra agora