Capítulo 28

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Dor

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Dor. Vazio. Tristeza.

É assim que tenho me sentido há uma semana. Desde que toda a verdade foi revelada como uma bomba para toda a sociedade. Desde que eu perdi ele.

Os últimos dias tem sido difíceis. O meu pai já não fala mais comigo, tomou o meu celular e essa noite serei enviada para a escola militar para o meu treinamento real. Não sei quem seguiu a gente ou quem expôs aquelas fotos sem nem me dar o momento certo para explicar aos meus pais.

Sigo deitada na minha cama, as lágrimas ainda presentes em meus olhos e sem forças para reagir. Ouço alguém bater na porta mas não me mexo, sei que vou ouvir as mesmas coisas que tenho ouvido nos últimos dias.

- Leonor, você ainda não finalizou a sua mala? - minha mãe diz, se aproximando.

Sigo sem esboçar qualquer reação e sua mão toca meu ombro, tentando chamar a minha atenção.

- Só me deixa... sozinha. - digo, por fim.

Depois de perceber que não terá mais respostas vindo de mim, a minha mãe finalmente se levanta e sai do meu quarto. Volto a pensar nele e em como ele deve estar se sentindo nesse momento, já que soube que ele foi afastado do clube.

Me levanto contra a minha vontade para terminar a minha mala, já que sim, meu pai vai me mandar antes do tempo para a escola do exército para que eu possa "aprender com os meus erros".

Estou pegando minhas roupas no closet quando a porta de abre em um rompante, fazendo eu me assustar.

- Leonor, sua mãe me disse que você não estava querendo falar com ela, acha que é desse jeito que você conseguirá o nosso perdão? - meu pai esbraveja, vindo até mim.

- O senhor acha mesmo que eu preciso do seu perdão? Eu não fiz nada de errado. - retruco no mesmo tom.

- Não fez? - ri sarcástico - Você só me envergonhou e envergonhou toda a nossa família perante de todos ao namorar aquele jogadorzinho de merda. Você simplesmente se esqueceu de tudo que eu lhe preparei por anos.

- Não fala assim dele! - perco a paciência, as lágrimas descendo desenfreadamente pelo meu rosto - Eu não envergonhei vocês pai, eu só estava tentando seguir a minha vida. Eu nunca quis essa realeza, você me impôs isso e eu sempre tive que abdicar de tudo aquilo que eu realmente desejava por conta da vida que o senhor escolheu ter.

- Leonor... - ele tenta me cortar, mas eu o impeço.

- Não, eu ainda não terminei. O que aconteceu foi que eu me apaixonei pelo Gavi assim como ele se apaixonou por mim, nós não queríamos isso, apenas aconteceu. E agora de novo serei proibida de seguir a minha vida porque o senhor acha que não é o certo. Então não, não fui eu que te envergonhei, mas foi essa vida que o senhor me deu sem escolhas. - termino, fechando a minha mala e saindo do meu quarto.

Entro no carro sem olhar para trás e sem me despedir da minha família, porque não sou capaz de falar com eles agora, não quando ainda estou muito magoada.

Chemistry | Pablo Gavi Histórias para pegar e não largar. Descubra agora