Diante mim te ajoelhas e chora meu nome com amor, esperas que eu te receba com braços abertos. No seu olhar você me idealizou como um santa que acolhe o penitente.
Ah, você quer beber das minhas lágrimas. Você quer me ter nos braços como um tesouro divino. No final eu sei que você gosta de quando choro, quando estou me despedaçando e abrindo as feridas para que você entre.
Você santifica toda a minha dor, com prazer de um sadista come e bebe da minha imagem caída. Se molda como um adorador que me ama em decadência. Quero queimar esse altar criado para mim em sua mente e corromper a salvação do seu ego. Quero rasgar minha imagem de santificação criada por você. É desesperador e sufocante ser adorada por alguém que me ama ver em tristeza.
De joelhos, beijando minhas mãos, beijando os meus pés, odeio como meu nome em seus lábios é uma oração. Me liberte do seu sonho, por favor...
Ei, acorde, não sou sua estátua de adoração. Meu coração mesmo ferido ainda bate. Jamais serei uma das suas santas adoradas que choram.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Agonia Fantasma
PoetryAgonia Fantasma explora as feridas da alma, onde o desespero e a redenção se encontram. Em cada verso sombrio e visceral, a luta por autocompaixão emerge como uma faísca tênue em meio à escuridão. Estes são poemas que dançam entre o caos interior e...
