Foi um ano de chuva e trovões
Foi de facadas nas costas e feridas
E mesmo assim, sem tempo e piedade nenhuma
Tive que cavar esse buraco
Bem no começo eu chorei, me senti amaldiçoada
Queria tanto evoluir como os outros, e mesmo me esforçando de forma doentia, eu só pareci não avançar
Me senti horrível presa em um corpo que odeio
A minha insônia infectou a realidade tal forma como os filmes
Vi coisas erradas, distorcidas
Desculpa por te enterrar Juba, de todas as minhas gatas, você foi a que desistiu mais rápida
Nunca vou te julgar se você estava cansada ou estressada, em todoas nossas visitas você me deu as costas
A gata que mais viveu grudada comigo me deu as costas
Já não era mais a minha Juba, senti que você já tinha ido
E você foi
Me apaixonei, e não fui correspondida, amei que doía
Amei que me rasgava, queria ter morrido
Tive que não corrresponder também, e isso só me fez me odiar muito mais
Preservei minha liberdade de escolha, mas não queria magoar niguém
Por ironia do destino, entendi aquela que não me correspondeu ao mesmo tempo que eu entendia a dor daquele que eu não correspondi
Isso só me fez sentir todas as minhas falhas como existência
Não mais humano, Declínios de um homem, eu te li de novo e entendi muito mais o Yozo
Bem mais do que eu deveria
Novembro e dezembro eu chorei de estresse
Sou apenas uma carne que respira, tenho nada a agradecer
"Ah mas você tá viva"
Nem sempre estar viva tem gosto de vitória
E para finalizar, cansada de tanta desconsideração, pensei em enterrar ''amizades'' também
Porque eu preciso ter o minímo de dignindade para não ficar pedindo esmola de afeto por aí
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Agonia Fantasma
PoesíaAgonia Fantasma explora as feridas da alma, onde o desespero e a redenção se encontram. Em cada verso sombrio e visceral, a luta por autocompaixão emerge como uma faísca tênue em meio à escuridão. Estes são poemas que dançam entre o caos interior e...
