Frieza das gotículas

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Conforme o tempo foi passando eu percebi que a alegria da qual eu continha foi se esvaindo dentre meus dedos como quando se tentamos segurar a água. Dentre todas as lembranças as mais lindas são as que se apagam primeiro como se fosse automático, perdendo a cor da vida a cada minuto que percebo que tudo que vem acontecendo é real e nada disso é um sonho, conforme os dias decorrem as cores da vida escurecem um pouco mais, o sorriso que eu mantinha aos poucos foi se escondendo, as cores foram desaparecendo cada vez mais como nos filmes branco e preto. A chuva começou a cair e junto dela minhas lágrimas, sentei-me no balanço só aproveitando a frieza das gotículas que caiam em meu rosto e me davam a sensação de liberdade. Conforme a chuva passava fui entendendo que que a vida é um penhasco, um lado é fundo, escuro e por pouco que seja abandonado, já o outro brilha com vida, o vento balança as folhas devagar como notas musicais, na duvida de onde escolher a beirada parece a escolha certa. As notas da natureza trazem consigo o fim daquela linda chuva, com isso ao levantar-me do balanço começo a cantarolar com os pássaros, isso foi escolha de seus sentimentos, da necessidade deles, foi a veracidade do que é sentido.

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