Capítulo 8 - Relações

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Estou perplexa e bem desconfortável. Enquanto caminhava com meus amigos, via Diana, que nos guiava pelas ruas da Capital destruída. Pessoas saíam de suas casas, preocupadas em reconstruir os lugares atingidos pela batalha com suas maquinações de limpeza e manutenções para catástrofes como aquela.

Não era como um lugar que precisasse de manutenção, porque mesmo Lost Canyon não se preocupa com os danos causados à sua cidade, dado que tempestades estavam presentes alí. Era estranho o cuidado extremo com a ilha, quase como se fosse um...

— Caramba, vocês causaram um caos aqui na ilha, hein? — disse ela, me cortando do meu devaneio.

— Não foi nossa culpa chefia, foi culpa do Yudi

— Minha culpa?!

— Quem lutou mais tempo?

— Fui eu, mas olha só quem fala, o cara que rebateu aquele "kamehameha" do infeliz que desintegrou os arranha céus daqui?

— Tá vendo muito desenho antigo, colega.

— Querem calar a boca, vocês juntos são muito infantis!! — a ouvi dizer isso com Yudi e Li, quase de forma casual, como se os conhecesse.

— Fala isso pra esse cabelo de barbie!

A discussão acalorada dos dois prosseguiu de maneira um pouco mais contida, com provocações sutis e brincadeiras de mal gosto vinda do meu irmão. No entanto, eu tinha que perguntar à ela o porquê de tanto desespero para reparar a capital, pois é natural que haja reparos mas não a esse ponto.

Porém ela percebeu a minha curiosidade, talvez me observando atentamente, ou talvez tivesse um pequeno palpite... Mas a Diana sempre soube o que aconteceria depois de algum tempo... Na verdade, ela era uma profetisa.

— Eu sou dona dessa ilha, Lara.

— Você percebeu... Usou seus poderes para saber disso?

— Só tive um palpite... Seus olhos estavam deslocados na destruição da cidade e as pessoas empenhadas em ajudar na reconstrução.

— Imaginei... Mas se você é a dona da ilha, não faria sentido você ter dito antes que ele estaria aqui?

— Então... Na verdade, eu não sabia que ele viria para cá... Talvez a decisão dele em fugir acabou criando um coágulo nas minhas habilidades e isso não me permitiu prever o seu próximo movimento

— Isso é estranho... — eu disse à ela. Não era natural que ela deixasse passar uma informação assim, ainda mais considerando o seu cuidado em relação às suas previsões.

— É possível que seja ele, o que estamos procurando. Alguém capaz de tornar o destino mutável.

— UEM... Já ouvi meu pai falando sobre isso no telefone... Mas eu nunca entendi o que realmente era.

— Pelo visto nem mesmo a EIAB entendeu o real sentido desse nome que eles deram à ele.

— Alguém capaz de interferir na linha do tempo... Isso é difícil de engolir.

— Eu sei disso. Por isso que precisamos dele para vencer essa guerra.

— Espera. Você quer fazê-lo enfrentar Akira?!

— Querendo ou não isso vai acontecer, não tem jeito de mudar algumas coincidências... Temos apenas o poder de ditar como vai acontecer — muitas coisas que ela colocava na mesa a respeito desse assunto, eu mesma não compreendo. Apenas entendo que devemos fazer a nossa parte... Mas eu não queria aceitar isso... Fazer um jovem como ele carregar o peso do mundo era muita crueldade.

Project UEM: Vol IHistórias para pegar e não largar. Descubra agora