Capítulo 12 - Introspecção... A batalha de Crystal Bale

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xxx~~Kyosuke~~xxx

É irônico, não é?... Estar aqui no meio dessa quizumba toda apenas para lutar uma batalha por outra pessoa... E cá estou eu, travando uma guerra que não é minha, mas que se refere à um outro alguém. Minha vida até o momento não significava nada para mim. Eu só queria encontrar o meu fim em uma batalha definitiva.

Na batalha, a minha principal arma, é o meu par de pistolas de plasmas que eu uso com todo cuidado e prazer contra os inimigos dela... Mas nem sempre foi assim. Nem sempre eu fui o bom moço que ela me transformou. Na infância, fui conhecido como o pistoleiro das duas mãos em uma cidadezinha no interior de Lost Canyon - chamado de Bast Hill.

Era um lugar horrível de se viver. O índice de violência era alto demais para uma cidade no interior suportar. Um lugar coberto de terra e areia. O cheiro da terra molhada até seria agradável, se não fosse o imenso esgoto se misturando com a poeira e o sangue seco no chão. Enquanto a metrópole crescia em tecnologia e economia, aos poucos, Bast Hill foi se tornando um lugar abandonado, tal qual eu fui na infância pelos meus pais, por causa da escassez de recursos. Não conheci meu pai e minha mãe, a famosa meretriz de um dos maiores cabarés daquela região, me negligenciou... Não queria me assumir e por isso eu fui jogado fora.

Passei muito tempo odiando aquela filha da puta por ter me expulsado de casa para não manchar a sua imagem de putinha da vila. Me lembro claramente de seu rosto, até mesmo das suas discussões com as suas amigas a respeito de me assumir. Mas mesmo assim eu ouvi as suas últimas palavras quando eu retornei...

"Eu não quero ser mãe dele!", "Esse garoto é uma maldição na minha vida e reputação" "Você está falando de reputação? Olha o que você se tornou!"... Eu ouvi coisas desse tipo da fresta da porta de frente, quando eu voltei.

Céus, eu fiquei tão puto da vida... Lembro-me que corri pelas ruas desertas daquela cidade. Eu conheci na pele o abandono, e enquanto as lágrimas caiam e se misturavam na chuva forte, algo em minha mente surgiu quente, enquanto a água gelada da tempestade batia como gelo em minha pele. Quando dei por mim, eu estava longe de casa... Não... Aquele lugar não era mais a minha casa.

Aquela mulher havia morrido pra mim assim que eu fui expulso de casa. Encontrei um sentido ao apontar as minhas pistolas para meus alvos e matá-los em pequenos delitos. A justiça do País era terrivelmente incompetente, e eu sabia disso, por isso eu não era preso, muito menos morto pelos serviços que eu fornecia aos meus cobradores. Até mesmo me encontrei com uma certa mulher... Ela parecia legal e uma ótima negociante que contratou os meus serviços caríssimos, com um pequeno bônus se eu o cumprisse. No entanto, ao olhar seu rosto eu percebi algo diferente que eu não enxergava nas outras mulheres que compravam-nos.

Em Bast Hill, as moças, as mulheres que normalmente compravam meus serviços, pediam por justiça, e os homens me contratavam para fazer o que eles não eram capazes de fazer. Mas essa de cor ébano tinha um olhar vazio. A voz mascarava as suas reais intenções, parecia uma criança pedindo um presente. Seus olhos, no entanto, a denunciavam e um pedido cruel, enquanto o dinheiro era posto em minha conta no banco, era feito.

— Preciso de um serviço seu. Mate a Yuno Mirai.

— O que ela fez?

— Precisa ter motivos para que eu queira matar alguém?

— As pessoas têm seus motivos, embora muitas vezes eu não esteja interessado em ajudar. Apenas na grana.

— Então você não vai se importar de matar alguém pra mim, não é?

— Se eu não sei quais são as suas intenções. Sim... Eu me importo.

— Eu estou te pagando, não?

Project UEM: Vol IHistórias para pegar e não largar. Descubra agora