Há muito, muito tempo, as grandiosas profetizas da era Zangetsu profetizaram a chegada de um meteoro vindo do breu infindo do céu.
Esperavam que fosse um presságio do fim...
Esperavam que fosse o anúncio da dor...
Uma trombeta. Alarido...
...
O apocalipse.
...
...
No entanto, eles não previram o que viria a seguir. Somente a certeza de que algo vai mudar os deixaram atônitos e desesperados, por isso, a confusa interpretação.
Não há glória nessa profecia, talvez por isso se tornou esquecida, como as areias de um tempo perdido.
Mas esses dias estavam prestes a mudar, pois como um acidente, foi criado a luz dos homens, assim como a sua destruição.
...
...
Muitos anos depois, uma pequena subsidiária foi fundada. Diferente das grandes instalações ao redor do mundo, o cheiro humilde daquele lugar era gratificante. O espaço era acolhedor e as cores bem escolhidas das paredes dão o charme que aquela sala precisava naquele tempo.
Um homem estava sentado em sua cadeira rolante de plástico preta. Em sua mesa, papeis estavam amontoados um em cima do outro de forma desordenada, e enquanto a tela de seu PC brilhava em seu rosto, ele olhava algumas evidências. Esse homem, possuía cabelos lisos em tigela, usava um casaco preto e seu óculos o protegia.
Ele estava analítico, reflexivo. Mal sabia ele o que aqueles papeis lhe mostravam, nem mesmo o que se referia às imagens que apareciam naquela tela luminosa de seu escritório. Sua postura era ereta enquanto virava página por página dos arquivos, em constante negação dos fatos.
- Então alienígenas realmente existem... - Seus pensamentos soaram alto demais para terem deixado passar despercebido, e isso atraiu atenção indesejada para o seu projeto.
- O que foi, Yashiro?
- Oi? Não foi nada.
- Já estou saindo viu, chefe?
- Sim. Bom trabalho a todos.
O pendrive que estava em seu PC já havia carregado os seus arquivos. Tudo o que precisou fazer foi desconectar seu chip do pendrive e prender em seu velho relógio numa pasta de uploads. Ao reunir sua papelada, ele se prepara para sair de seu escritório. A sua subsidiária tinha apenas alguns andares e pouca era sua relevância no mercado de pesquisa do primordis, e portanto, era uma entre milhões de competidoras em startup.
Em sua casa, Tokyo Nova. Uma região que tinha estações do ano arquetípicas e bem distintas umas das outras. Era novembro de dois mil trezentos e quatro, por isso, o inverno era forte na região. Neve caía enquanto o tempo era fechado e escuro. As cerejeiras haviam fechado suas folhas e as calçadas estavam cobertas pelo branco do frio intenso.
Ele voltava para casa, pensativo sobre aquelas imagens que ele viu. Recentemente, um meteoro caiu próximo à um vale brumoso na região desértica de Lost Canyon. Era dito que esse lugar era inóspito. O primordis era extremamente presente alí, e uma quantidade pequena dele era o bastante para gerar efeitos colaterais em quem ousasse entrar ali.
As ruas estavam desertas, mas as lojas, cafeterias e lanchonetes ainda funcionam mesmo àquela hora e os postes iluminavam aquele breu, enquanto as nuvens negras cobriam o céu. Não havia muitas pessoas ali, mas dentro de suas casas, onde estavam aquecidos.
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Project UEM: Vol I
FantasiaA historia gira em torno de um rapaz de dezesseis anos que está foragido por um crime que ele não cometeu. Yudi viveu sua vida escondendo-se para não ser pego por uma empresa de armas, chamada EIAB. Isso até ele ser encontrado por Diana e recrutado...
