Talvez as segundas chances usem terno.
Se alguém me dissesse há uma semana que eu estaria me arrumando para um jantar romântico com Liam Payne, eu provavelmente riria na cara dessa pessoa.
Depois perguntaria se ela tinha batido a cabeça.
Porque, sinceramente?
A última vez que estivemos frente a frente terminou comigo expulsando um homem bêbado da varanda da minha casa enquanto ele acusava um dos meus melhores amigos de querer me levar para a cama.
Um encontro digno de ganhar um prêmio de "Pior Comunicação Entre Dois Adultos".
E, mesmo assim...
Aqui estava eu.
No meu quarto.
Com uma escova de cabelo em uma mão, um delineador na outra e uma crise existencial de proporções britânicas.
— Muito bem, Megan... — falei para meu reflexo. — Você já enfrentou entrevistas de emprego, reformas que deram errado e uma senhora que tentou devolver uma sala inteira porque "o sofá parecia debochado". Você consegue sobreviver a um jantar.
O espelho, como sempre, recusou-se a colaborar.
Abri o guarda-roupa pela terceira vez.
Não porque não tivesse roupa.
Porque nenhuma parecia certa.
Ou elegante demais.
Ou simples demais.
Ou parecia estar gritando desesperadamente: "Ela passou duas horas tentando parecer que não passou duas horas."
Bufei.
Foi então que meus olhos encontraram o vestido verde-escuro cuidadosamente pendurado na porta do armário.
Harry tinha insistido para que eu levasse aquele vestido no dia em que fomos às compras.
"Confia em mim, Meg. Esse vestido foi feito para você."
Na época, revirei os olhos e disse que ele falava isso para todas as clientes.
Ele colocou a mão no peito, ofendido.
"Primeiro: você não é cliente. Segundo: eu nunca mentiria sobre roupa. Existem limites até para mim."
Sorri sem perceber.
Talvez ele estivesse certo.
Vesti o vestido devagar, ajeitando o tecido sobre o corpo.
Era elegante sem esforço.
Delicado.
Feminino.
Bonito.
Passei alguns segundos me encarando no espelho.
Engraçado...
As pessoas costumavam dizer que eu tinha um sorriso bonito.
Que meus olhos brilhavam quando eu falava de arquitetura.
Que eu iluminava qualquer ambiente.
Eu acreditava em todas essas coisas...
Quando eram sobre outra pessoa.
Quando eram sobre mim, meu cérebro encontrava um jeito muito eficiente de transformar elogios em coincidências.
Balancei a cabeça.
— Chega.
Hoje eu não queria passar a noite inteira brigando comigo mesma.
Já bastava ter brigado com o Liam.
Meu celular vibrou em cima da cama, interrompendo meus pensamentos.
Sorri ao ver o nome que aparecia na tela.
Louis chamando...
Respirei fundo antes de deslizar o dedo pela tela.
— Se vocês estiverem ligando para dizer que esqueceram minha lembrancinha, nem precisam voltar para Londres.
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Amor sem medidas
Romansa" Eu aceno para ele é vejo ele indo , só aí eu percebo que estávamos tão concentrados um no outro que esquecemos de trocar nossos números , me senti muito burra é muito triste por saber que eu nunca mais veria ele ou pelo menos era o que eu pensava...
