Capítulo I

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Era mais uma noite como as outras, eu estava voltando da academia -no mesmo percurso de sempre- ouvindo musica, chuviscava um pouco. Peguei o mesmo atalho. Como de costume, andava e refletia pela minha droga de vida, minha mãe havia sido presa há semanas atrás , e meu pai, nunca vi seu rosto, Bree -ela nunca quis que lhe chamasse de mãe- sempre disse que ele teve que ir, e por causa dos defeitos deles eu tenho que conviver com minha vó, aquela que implorou pra minha mãe para eu não nascer, pois era jovem demais para isso, e achando pouco quando nasci queria que me deixasse no orfanato, e por ironia do destino hoje ela tem minha guarda. A chuva ficou forte, não era problema pra mim, pelo ao contrario, eu me sentia mais leve, solta.

Aproveitei e pratiquei um pouco de cooper. Depois de 20 min. parei um pouco, em um lugar que eu sempre admirava, desde pequena quando eu queria fugir das confusões, era um refúgio, uma árvore antiga, e não sei o que ela tinha, mas eu amava olhar pra ela, me agachei um pouco, sentindo a chuva molhar meu corpo, era um momento perfeito. Ouvi um barulho onde não dava pra ver nada, apenas a escuridão. Então logo pensei que era algum animal, ignorei o barulho e voltei a caminhar. Como sempre com meus fones de ouvidos nas alturas - Maroon V sempre- , quando menos esperei vi uma luz contornando meu corpo, via a minha sombra no chão. Senti um calafrio na nuca. Congelei. Virei-me e só vi um fecho enorme de luz em minha direção, não dava pra ver ninguém, um farol forte em minha direção, ouvia-se o motor potente de uma caminhonete. Meu corpo tremeu completamente. Eu não podia fazer muita coisa, estava sozinha, em um atalho de terra.

- Quem está ai? o que você quer?

Um silencio total , um gelo invadiu meu ser. A luz foi se aproximando. Então comecei a correr. Quando ouvir uma voz tão tenebrosa dizer:

- Pode correr o quando quiser, eu vou lhe pegar Zoe.-

E logo depois risos aleatórios, estava claro demais que ele não estava sozinho. Minhas pernas cambalearam. Meu coração quase saiu pela boca. Tentei correr o, mas rápido possível, quando senti uma pancada forte na cabeça. Tornei consciente, e estava em um lugar fechado, talvez um casebre, não sabia direto, estava completamente escuro, minha mãos estavam presas. Minha boca estava com fita. Estava com muito frio. Turbilhões de perguntas vinham em minha mente. Quem são essas pessoas? O que queriam comigo? Porque eu? Como eles sabiam meu nome? Como vou conseguir sair daqui? Senti um aperto no peito. Ouvi passos. A melhor opção que tinha era fingir que estava inconsciente.

- Calma, ela vai ser muito bem tratada, a princesinha da Bree vai ter tratamento vip -

A voz tenebrosa estava falando no celular.

- Ela vai chegar inteirinha ai, mas claro que vou desfrutar um pouco, sem abusar muito, sei lhe pertence.-

Meu coração acelerou, tremi dos pés à cabeça. Ele conhecia minha mãe? Eu pertenço a alguém? quem era a outra pessoa? Me controlei para não chorar e sair algum gemido meu. Ouvi uma porta se abrir. Continuei fingindo está inconsciente. Senti algo se aproximando no meu corpo. Ascendeu uma luz bem fraquinha acima de mim, Suas mãos me tocaram. Ásperas, senti um grande nojo nessa hora. De repente, um soco no meu rosto, tão forte que senti o gosto de sangue na minha boca.

-Olá lindinha, quanto tempo? lembra-se de mim? é claro que não. Vi-te quando tinha 4 anos, mas lembro que gostou bastante de mim. Acho que vai me amar agora. Você é a cara da Bree, o que me animou para prosseguir com isso. Sua beleza irradiante, sua pela branca macia

- Me contorci quando me tocou -

- seus cabelos ruivos,longos, e esses belos olhos castanhos claros. Temos que trocar essa roupinha não é mesmo? Não queremos que fique gripada. Pode ficar tranquila, vamos cuidar muito bem de você, bem até demais...

The end lightOnde histórias criam vida. Descubra agora