Capítulo 5

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-Você não respeita nem idosos?

A maluca estava me olhando com cara de indignada.

Aquela visão de mulher usando aqueles pedaços de pano era perturbadora, mas foda-se, é uma louca e eu só preciso esperar que se entupa de comida e vamos embora.

-Porra nenhuma. Aquela velha estava olhando para meu pau.

Rebati. Ela sequer me respondeu dessa vez. E olhou que eu vi, mas logo me deu as costas. Fiquei com a visão de uma bunda redondinha rebolando na minha frente.

Serão dias de inferno.

Não sei porque topei essa droga. Ela podia pedir a ajuda a polícia e pronto, eu seguiria minhas férias de merda em paz, mas claro que aquele bando de brochas dariam uma ideia filha da mãe dessas, além do mais, a polícia é inútil e eu não queria ver uma nota no jornal de turista morta, mesmo sendo ela quando eu podia ajudar.

Logo ela achou a porta da cozinha e entrou a passos lentos. Estava tudo escuro ainda. Tive que procurar o interruptor. Fui na frente.

Deixar essa mulher dentro de uma cozinha sozinha seria um possível desastre.

-Não me empurra, merda!

Ela reclamou. Eu ignorei.

-Cala a boca ai e fica atrás de mim.

Liguei a luz.

Ela se apressou em correr para a geladeira. Me ocupei olhando pelos cantos se havia algum perigo, afinal, estou trabalhando.

Quando percebi que estava tudo seguro, me sentei na bancada. A observei calado. Ela parecia conhecer a cozinha, sabia exatamente onde estava cada coisa. Ia de um lado para o outro balançando aquele rabo gordo na minha frente.

-Anda logo com essa porra, não tenho a noite toda!

A apressei. Ela me olhou com raiva e voltou a sua atividade.

Colocou tudo encima da mesa e começou a fazer um sanduiche.

Aquele troço ficou enorme, cheio de coisas dentro, exatamente do mesmo jeito que eu faria para mim, mas ela era mulher e não deveria comer aquilo tudo.

-Algum problema? Perdeu alguma coisa no meu pão?

Me perguntou séria.

Ignorei de novo. Ela cortou aquilo no meio e pra minha surpresa empurrou a metade pra mim.

-O que é isso?

Perguntei surpreso encarando o meio sanduiche.

-Isso chama-se x-tudo.

Ela mordeu um grande pedaço e sorriu com a boca cheia de comida.

- Eu não vou comer isso, deve estar envenenado.

Empurrei o prato de volta pra ela, desconfiado.

Amélia revirou os olhos com minha resposta e continuou mastigando o que tinha na boca.

Eu estava mesmo com uma puta fome dos infernos, pior agora em sentir o cheiro daquela comida e parecia mesmo muito bom, mas a gentileza dessa mulher me deixou em dúvida.

- Azar o seu. Eu como então!

Ela mordeu de novo o sanduiche.

Nem salada tinha naquilo.

Puxei o prato de volta e sem olhar pra ela comecei a comer também.

-Ta vendo....não morreu.

Comentou.

O pior guarda-costas (DEGUSTAÇÃO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora