-Você não respeita nem idosos?
A maluca estava me olhando com cara de indignada.
Aquela visão de mulher usando aqueles pedaços de pano era perturbadora, mas foda-se, é uma louca e eu só preciso esperar que se entupa de comida e vamos embora.
-Porra nenhuma. Aquela velha estava olhando para meu pau.
Rebati. Ela sequer me respondeu dessa vez. E olhou que eu vi, mas logo me deu as costas. Fiquei com a visão de uma bunda redondinha rebolando na minha frente.
Serão dias de inferno.
Não sei porque topei essa droga. Ela podia pedir a ajuda a polícia e pronto, eu seguiria minhas férias de merda em paz, mas claro que aquele bando de brochas dariam uma ideia filha da mãe dessas, além do mais, a polícia é inútil e eu não queria ver uma nota no jornal de turista morta, mesmo sendo ela quando eu podia ajudar.
Logo ela achou a porta da cozinha e entrou a passos lentos. Estava tudo escuro ainda. Tive que procurar o interruptor. Fui na frente.
Deixar essa mulher dentro de uma cozinha sozinha seria um possível desastre.
-Não me empurra, merda!
Ela reclamou. Eu ignorei.
-Cala a boca ai e fica atrás de mim.
Liguei a luz.
Ela se apressou em correr para a geladeira. Me ocupei olhando pelos cantos se havia algum perigo, afinal, estou trabalhando.
Quando percebi que estava tudo seguro, me sentei na bancada. A observei calado. Ela parecia conhecer a cozinha, sabia exatamente onde estava cada coisa. Ia de um lado para o outro balançando aquele rabo gordo na minha frente.
-Anda logo com essa porra, não tenho a noite toda!
A apressei. Ela me olhou com raiva e voltou a sua atividade.
Colocou tudo encima da mesa e começou a fazer um sanduiche.
Aquele troço ficou enorme, cheio de coisas dentro, exatamente do mesmo jeito que eu faria para mim, mas ela era mulher e não deveria comer aquilo tudo.
-Algum problema? Perdeu alguma coisa no meu pão?
Me perguntou séria.
Ignorei de novo. Ela cortou aquilo no meio e pra minha surpresa empurrou a metade pra mim.
-O que é isso?
Perguntei surpreso encarando o meio sanduiche.
-Isso chama-se x-tudo.
Ela mordeu um grande pedaço e sorriu com a boca cheia de comida.
- Eu não vou comer isso, deve estar envenenado.
Empurrei o prato de volta pra ela, desconfiado.
Amélia revirou os olhos com minha resposta e continuou mastigando o que tinha na boca.
Eu estava mesmo com uma puta fome dos infernos, pior agora em sentir o cheiro daquela comida e parecia mesmo muito bom, mas a gentileza dessa mulher me deixou em dúvida.
- Azar o seu. Eu como então!
Ela mordeu de novo o sanduiche.
Nem salada tinha naquilo.
Puxei o prato de volta e sem olhar pra ela comecei a comer também.
-Ta vendo....não morreu.
Comentou.
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O pior guarda-costas (DEGUSTAÇÃO)
Storie d'AmoreTudo parece estar dando errado na vida de Amélia, ela acabou de terminar um relacionamento morno, está viciada no trabalho e com um quilinhos a mais. Por livre e espontânea pressão, a jovem empresária de 25 anos sai de férias com as amigas totalm...
