If i die young - The Band Parry
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Estava indo em direção a sala de aula quando escuto a voz de um dos valentões. Aqula voz que me assombra o ano inteiro, um arrepio percorreu meu corpo ao ouvir mais outras duas vozes junto aquela.
- EI SUA BIXINHA! - Gritou o garoto e eu fechei os olhos impedindo as lágrimas, que já se formavam em meus olhos, caírem.
Tento ignorar e apresso os passos para sair logo dali.
- EI EU FALEI COM VOCÊ SEU MERDINHA - Senti minha mochila ser puxada, os valentões puxaram minha mochila e me viraram de frente para eles, um segurou meu braço e ou outro segurou meu outro braço, eu me remexi, tentei dar chutes mais não consegui acerta-lo, sentir uma dor forte em minha barriga, ele acabou de dar um soco em mim, aquela região agora dolorida e quente. As lágrimas que eu tentei segurar, agora, caíam teimosamente sobre meu rosto me deixando ainda mais vulnerável aquela situação.
Os que seguravam meus braços riam de tudo aquilo, estava doendo muito mais ele não parava de me bater, o gosto de sangue em minha boca se fez presente após muito socos no mesmo local, meu estômago parecia revirar e aquela parte parecia estar indolor pela quantidade de socos que foi acertado ali. A dor já não se fazia presente e só o ardor e a vontade de correr dali. Logo eles me soltam e eu recebo o último soco no olho me fazendo cair no chão.
Eu nao conseguia mover um músculo se quer, comecei a receber chutes por todo o meu corpo, me retorcia no chão e eles me chutavam com mais força, nao havia ninguém que pudesse impedir, estavamos em um local na escola que muitas pessoas nem passam por aqui, lagrimas escorriam dos meus olhos.
- LEVANTA SEU MERDA, LEVANTA - Ele grita eu me retorcia no chão tentando sair dali mas falhando miseravelmente, ele pararam de me bater, eu não conseguia me levantar - SEU MERDINHA - Ele diz e cospe em cima de mim e vai embora com os outros me deixando sozinho.
Cuspi um pouco de sangue que havia em minha boca e tentei junter todas os forças que ainda me restavam para me rastejar até a parede e me sentar, encostando minha costa nela, com um pouco de dificuldade, pela dor anorme que sentia na região da barriga, abrecei meus joelhos e ali me desfazendo em lágrimas sofridas de dor e ódio por permitir que eles fizessem isso comigo.
Acho que o dia de dar um oi para minhas amigas é hoje.
Peguei minha mochila e abri o zíper, vesculhei um pouco até achar uma caixinha preta onde havia duas giletes dentro, peguei uma e segurei bem firme, isso fez com que cortasse meu dedos e sangue encorrer sujando a pequena gilete em minhas mãos, levantei as mangas da minha blusa analisando as cicatrizes que haviam lá e lembrando o motivo de cada uma delas, passei a gilete pela pele do meu pulso e logo sangue começa a escorrer, a dor que eu senti ao passar a gilete em meu pulso não se compara a dor que eu estou sentido no momento, lágrimas caem em cima do corte fazendo arder um pouco e logo passo a gilete de novo em meu pulso.
Depois de passar a gilete repetidas vezes em meu pulso fiquei observando o sangue escorrer, eu me sentia mais aliviado, cobri os cortes com a manga da blusa e abracei meus joelhos, eu poderia ir embora dali mais eu não tinha forças o suficiente para me levantar, sorri e fingi que nada aconteceu o que eu conseguia fazer era só chorar.
Fiquei ali por um bom tempo quando escuto vozes, eu queria sair dali mais não conseguir, logo avistei Felipe e uma menina morena se beijando, ela estava com os braços em volta do pescoço de Felipe e ele com as mãos em sua cintura, ela encosta ele na parede e eu fiquei em silêncio, não fiz nada, ver aquilo deu uma dor enorme no meu peito e a vontade de chorar era mais forte. Devagar eu conseguir levantar e peguei minha mochila do chão mais algo caiu de dentro fazendo barulho e atrapalhando eles dois, ela olha para mim e Felipe também.
- Desculpa eu não queria.. - Digo pegando a caixinha preta que havia caido no chão, passei a manga da blusa em meus olhos enxugando as lágrimas - E- eu já vo-vou, po- podem continuar - Digo com a voz falha.
- Rafa? Estava chorando?
- Na- não. - Fecho o ziper de minha mochila e coloco na costa.
- Deixe ele para lá, vamos continuar o que estavamos fazendo. - a garota com pircing no septo diz, ele a olha, ela vai se aproximando quando ele a empurra.
- Eu preciso falar com ele. - Ela revira os olhos e bufa, vai embora.
- E-eu já disso que estou bem. - Digo, eu não queria que ele me visse naquele estado então eu conseguir tirar forças de algum canto e sai correndo de lá.
- RAFA! ESPERA! - Escuto a voz dele me chamar. - POR FAVOR ESPERA! - A voz se aproximava até que sua mão agarra meu pulso me fazendo dar um grito de dor, tiro meu pulso de sua mão e acaricio fazendo um choque percorer pelo meu braço.
- Não aperte meu braço assim.
- Por que? - Ele olha para o meu braço que tinha uma mancha enorme de sangue na manga - O que é isso?
- Nada, eu já vou. - Ele segura meu pulso novamente me fazendo gemer de dor.
- O que é isso? - ele estava proximo de mim, eu fazia careta pela dor que estava sentindo.
- Não aperte. - Puxo meu braço de sua mão de novo. - Urgh isso é constrangedor de falar. - Olho para o chão.
- Posso ver? - Ele pega meu braço e levanta a manga, eu o olho ele estava olhando atentamente para meu pulso, ele acariciou e eu sentir um pequeno choque pelo meu braço, o sangue estava seco e alguns cortes bem abertos. - Vem, vamos aqui. - Diz ele e me leva até o banheiro.
Chegando lá ele pede para eu me sentar na pia, eu faço isso e ele tira a blusa que usava, eu fico olhando seu peitoral não tão definido mas que causava uma explosão de sensações em mim. A primeira vez em que Felipe estava praticamente semi nu em minha frente, não pude conter a vontade de morder os lábios ao olhar o garoto sorri, coro e volto a prestar atenção no que ele estava fazendo, ele ligou a torneira e molhou sua blusa.
- Me dê seu pulso. - Ele diz e eu estendo a braço para ele, ele levanta a manga da minha blusa e passa a blusa molhada pelo meu pulso, o choque da água gelada em contado com a minha pele quente e dolorida fez eu soltar um gemido baixo, fiz uma careta pela dor, e quando ele tinha que fazer um pouco mais de força para limpar o sangue seco eu gemia um pouco mais alto. Ao terminar, lavou a blusa e colocou em algum canto em cima da pia, ele acaricia meu pulso de novo e depois leva até seus lábios depositando um beijo no mesmo.
- Por favor não faça mais isso.
Assenti com a cabeça e logo olhei para os meus pés que pareciam ser as coisas mais interessantes ali quando sinto seus dedos em meu queixo levantando minha cabeça, olhei fundo em seus olhos e ele nos meus, quando o castanho se afundou na imensidão azul, ele foi se aproximando mais de mim até que seus lábios estavam aos meus, fechei meus olhos, sua língua pediu passagem e eu dei começando uma batalha por espaço dentro de nossas bocas, seus dentes puxam meu lábios inferior e logo ele avança em meu lábios novamente.
Ele se aproxima ainda mais de mim colocando suas mãos em minhas pernas e eu puxando os fios de cabelo de sua nuca, nossos corpos transmitindo o calor absurdo e o desejo de ter mais que só um beijo foi tomando conta de mim. Aquilo era perfeito, mágico, como eu realmente imaginei em meus sonhos com Felipe.
Meu pulmão ardia por falta de ar e logo paramos o beijo, ele ficou o olhando fundo nos meus olhos e eu nos dele, nossas respirações se misturaram e ele deu um sorriso, corei e logo grudamos nossos lábios novamente.
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Querido Diário//Cellps
FanfictionOnde Rafael tem apenas seu diário como único amigo. Plágio é crime.x