Capitulo 53

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[AVISO RÁPIDO: PARA TODOS QUE GOSTAM DE HISTÓRIAS DE ANJOS CAÍDOS, EU ACABEI DE PUBLICAR A MINHA NOVA, WINANGEL, VÃO LER, GO GO]

|| Z A Y N | M A L I K ||

A madrugada chegou mais rápido do que eu previ, depois de cantarmos o parabéns para Arabella, Noah me expulsou de sua casa, ele me agradeceu por ter ficado o dia de ontem inteiro com ela, fazendo coisas divertidas no seu aniversário. O garoto está frágil, mesmo assim se parece com uma pedra. Ele pediu que eu fosse para casa, que ele iria descansar e sugeriu que eu fizesse o mesmo, ele estava sendo calculista e frio comigo, como nunca fora. Ele está desconfiando da minha relação da pequena dama, porém de nada posso fazer se é ela quem faz com que meu coração bata mais forte. 

Viro as costas e começo a caminhar em direção ao meu carro, meu celular vibra no meu bolso e eu paro, desbloqueio a tela e vejo uma mensagem de um número desconhecido. 

"Espere até as luzes da sala se apagarem e suba de novo ao meu quarto. - Arabella" 

Meus lábios formam um grande sorriso e eu me sento nos degraus da porta de entrada, mexo distraidamente no meu celular e apago centena de mensagens de garotas na qual vi alguma vez e cederam facilmente seus números para mim. Apago algumas fotos e salvo o número de Arabella, navego pela a internet e então vejo o quintal se tornar um breve breu, olho para o casarão e todas as luzes estão apagadas, tiro meu sapatos e caminho para a porta de entrada, rodo a maçaneta e ela está aberta, Arabella é uma garota esperta. 

Faço tudo com o máximo de cautela que posso e tento fazer com que as madeiras não ranjam sobe meus pés, subo as escadas em pequenos pulos e passo pelo o quarto de Noah, ouço sussurras e deduzo que esteja falando ao celular. Ando até o quarto da garota e a porta está entre-aberta, entro e vejo somente as cortinas abertas, seu pequeno pequeno corpo está deitado na cama de forma preguiçosa, ela levanta sua cabeça para olhar em minha direção e vejo o fantasma de seu sorriso. Largo meus sapatos no chão e jogo minha camisa para o chão, me aproximo da sua cama e me deito ao seu lado. 

"O que iremos fazer?" ela move seu corpo para perto do meu e deita sua cabeça contra o meu braço e coloca suas pernas por cima da minha. 

"Vamos conversar" continuo olhando para o teto e passo meu braço por seus ombros. Ela se encaixa em meu corpo e suspira quando está confortável, acaricio seus longos cabelos loiros e sinto o cheiro dela pairar, seu magro corpo me abraça de forma desajeitada e me aperta. 

"Pode perguntar, eu sei que você está curioso" sua voz saí profundamente arrastada. 

"Você, é tipo, normal?" eu tento ser o mais delicado que posso e ela ri, eu não sei como funciona isso de distúrbio, porém quero entender. 

"Fisicamente eu sou normal, mas emocionalmente e mentalmente eu sou uma deficiente, pura confusão." fico ligeiramente confuso pela a sua confissão, ela disse que já estava bem. "Mesmo eu falando que estou curada, isso simplesmente não irá sumir de mim, sempre estará em mim, mas não de uma maneira aguçada. Mutismo Seletivo é igual a gripe, ele pode vir e voltar quando ele quiser" ela tenta explicar da melhor maneira.

"Então você nunca estará totalmente curada?" murmuro contra seus cabelos e ela assente.

"Eu sou normal, porém meu sistema nervoso é assustado demais para conseguir acompanhar os meus movimentos corporais" me pego ligeiramente confuso, a garota ao meu lado sempre teve algo a esconder, mas agora ela está de peito aberto a me contar sobre a sua vida. 

"Isso começou como?" tento fazer com que ela me conte mais e mais de sua história. 

"Eu vi um homem morrer na minha frente, o atirador disse que se eu falasse alguma coisa ele voltaria e me mataria, então depois daquele dia eu passei um ano inteiro em puro silêncio, para piorar Noah foi mandado para longe de mim e meu pai passou a agir de maneira diferente depois de uma certa noite, e aí que tudo começa a ficar um inferno sem fim" sinto raiva e dor ferver dentro do meu corpo, como se eu pudesse matar quem maltratou a minha garota. 

"Como você conseguiu sobreviver a todos esses anos?" me afasto um pouco dela e faço contato visual. Aqueles olhos azuis deixaram-me perdidos por alguns segundos, mergulhei naquele azul profundo e tentei decifrar a loura, porém de nada adiantava, há tantas barreiras por dentro de si que nunca irei conseguir derrubá-las. 

"Eu respirava fundo, olhava para o céu e repetia pra mim mesma: É só uma fase ruim, não uma vida." ela sorriu e então eu entendi.

Ser forte não é ser capaz de aguentar dor física e insultos, ser forte é todos os dias acordar e lutar para sobreviver, ser forte não é viver até o último limite, e sim sobreviver ao seu inferno particular, é sofrer em silêncio e mesmo assim conseguir ver o lado bom das pessoas, ser forte é todos os dias sorrir para o mundo e ficar calado com seus demônios, Arabella é o sinônimo de força. 

Depois desse tempo eu entendi o porquê que ela escolheu ser esse deserto, porque poucos passam por ela, é só você observar de longe que enxerga tudo e tudo está tão vazio. Não sei como ela sobrevive a tantos danos, engole sentimentos que faria qualquer um jogar no lixo e ainda finge que está tudo bem.  

"Aonde você estava todo esse tempo?" agarro em seu rosto e raspo meus lábios contra os seus.

"Estive presa dentro de mim mesma" ela revira os olhos e eu puxo seu rosto para o meu, sem força alguma agarro em sua cintura e a coloco montada em cima do meu colo, ela agarra minha nuca e aprofunda o beijo, suas cinturas se arrastam contra as minhas e eu lembro-me da primeira vez que fizemos isso, estávamos exatamente aqui, estávamos exatamente desse jeito.

Viro nossos corpos na cama e fico por cima dela, seu sorriso se estende pelo os lábios carnudos e avermelhados, fico encarando seu olhos e sorrio, volto a beijar seus lábios e escondo seu corpo pequeno entre o meu, eu gosto da maneira como nos encaixamos perfeitamente, gosto de como estamos em sintonia, gosto do fato de não ter apenas sexo, gosto de tê-la e pode-la chama-la de minha, eu sinto que realmente possa ser amor dessa vez. 

Eu sinto que é amor pela a primeira vez, sinto que dessa vez eu posso me permitir a isso, pois no fundo era medo. Era um medo tremendo de deixar alguém chegar até onde ninguém tinha ido. Era um medo de ir até onde nunca fui.

|| N A R R A D O R ||

 Ela sabia que precisava dele. Mas tinha medo da compulsão. De querer ele sempre e sempre e pra sempre.  

XX

só quero dizer que escrevi esse capítulo ao som de Linkin Park e quase tive uma convulsão de tão perfeito, but não coloquei a música porque nada haver né pessoinhas. 

quero agradecer por todos os lidos, por todos vocês maravilhosos que transformaram a minha vida e me fazem sorrir todos os dias, quero agradecer a todos vocês que tem a linda boa vontade de apertar a estrelinha linda de votar e quem gosta de comentar, obrigada, vocês fazem o meu sonho se realizar. AMO-VOS ETERNAMENTE!!!!

gostam de história de anjos caídos? eu postei um aviso sobre a fanfic e já por agora irei postar a introdução, vão ler por favor <3 amo-vos e obrigada. AMO-VOOS

love all, agah.

arabella [zm]Onde histórias criam vida. Descubra agora