New City, New Life

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Meu nome é Thamara, mas minha mãe Carolaine, me chama de Thammy... Minha vida é uma droga, pedir meu pai quando eu tinha 10 anos, minha mãe está noiva de um cara que tem uma boa condição finaceira e mora no Rio de Janeiro, e ainda tem uma filha da minha idade, oh que beleza, ganhei o pacote completo. Amanha cedo nos mudaremos pra casa dele, moramos em Belo Horizonte, então vai ser uma viagem meio longa, eu só tenho um amigo, que no caso não vai ser mais meu amigo. Minha mãe está me obrigando praticamente. Que mudança hein. Minha vida está uma D-R-O-G-A!

*TOC TOC*

Carol: Filha acorda, já são 06hs, nosso vôo sai daqui a 30min. (minha mãe como sempre me chamando)

Eu: Você quis dizer o SEU vôo.. (Eu disse irritada, e já indo para o banheiro)

Carol: Nossa... Parece que alguém está de mal humor (Ela disse jogando "indiretinhas" para mim, mas fingir que não ouvir)

Fiz minha higiene e peguei minhas malas, que já estavam prontas. Fomos de táxi até o aeroporto. Chegando lá, minha mãe foi ver se tava tudo OK com as passagens e bagagens. Então a moça que atendeu disse que já podíamos embarcar. Entramos no avião e sentei do lado da janela. Eu nem conseguir dormir, porque fiquei olhando pr'aquela paisagem incrível de Belo Horizonte, naquele momente era a ultima vista que eu teria da minha cidade natal.

Eu sozinha na vida. Eu mal converso com minha mãe, pois não nos damos muito bem. E eu nem tenho amigos, eu namorei um bacaca ai que conheci numa festa, mas ele me magoou muito. E eu não quero namorar nunca mais. Homens são OTÁRIOS.

Depois de 4hs dentro daquele avião, finalmente chegamos em Rio de Janeiro. Mal cheguei e já queria ir embora. Volta pra minha casa. Meu lar, minha vida, minhas lembranças.

Carol: Vamos Thammy, vai ficar aí para olhando pro nada? Vamos, o Ryan está nos esperando. (Ela me desperta)

Eu: Tô indo. (Digo séria)

Caminhamos até a porta de entrada e saída do aeroporto e encontramos Rayn (Noivo da minha mãe) nos esperando do lado de fora do seu carro, e que carro. Eles se cumprimentam de forma melosa, eca... fiquei enjoada. Entramos no carro e partimos para meu novo e melancólico lar.

Até que Rio de Janeiro é um lugar bonito. Me corrigindo, um lugar maravilhoso pra se morar, pelo menos é o que eu estou vendo durante o caminho.
Pelo que sei, Ryan mora num condomínio de alta classe, sociedade, sei la. Só sei que o lugar parece mais uma cidade, dentro de outra cidade, é o que estou percebendo agora que estamos chegando. Eu não estava muito empolgada, afinal, morando em um lugar desses ou numa favela, não mudaria o que minha mãe está fazendo comigo. Sair do carro, peguei minhas duas malas, coloquei uma em cima da outra, peguei minha bolsa e coloquei no ombro.

Eu: Ryan, qual é o andar? (Perguntei, não quero esperar ninguém)

Ryan: É a cobertura. (Ele responde, coloquei meu fone e dei play na minha música favorita)

Caminhei nas pressas, que nem ouvir o que Ryan gritou para o homem da portaria e depois falou comigo. Passei direto indo pro elevador, acabei recebendo uma mensagem do meu melhor amigo de BH, estava respondendo ele que nem olhei o que vinha na minha frente e acabei sentindo um impacto grande e derrubei minhas coisas, inclusive meu celular.

Ele: O que isso? (Ouvir uma voz masculina)

Eu: Olha por onde anda. (Falo zanganda, sem olhar o individuo)

Ele: Você que tava distraída no celular, eu que devo olhar por onde eu ando? (Ele retrucou)

Eu: Você não viu que eu estava passando com um monte de malas. Porque não desviou? (Falo pegando meu celular que tinha se "espatifado" no chão)

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