Sete letras

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-Bom dia!- frase e efeito que ouço logo cedo, retribuo a gentileza de Charlie e levanto-me, seguindo em direção ao banheiro. Tomo um banho, visto-me e espero por Charlie para irmos tomar café

Descemos em silêncio, nos servimos a sentamos numa mesa no canto do salão com vista para a bela piscina da pousada. Para quebrar o silêncio, Charlie disse:

-está tudo bem?- sorrindo e pegando na minha mão

-está sim-respondo com muita gentileza- foi bom!- falo me referindo ao passeio do dia anterior.

Charlie entende o que digo e sorri mostrando que sentia o mesmo, depois, sorrimos juntos.

Estávamos indo para o quarto, quando avistei Archie sozinho numa mesa tomando café gelado com canela, seu preferido. Sento-me e deixo Charlie ir sozinho, ele não se incomoda e me beija na testa, devolvo-lhe com um sorriso fraco.

-como foi o dia ontem?-fala Archie parando de folhear um jornal para me dar atenção, ele parecia interessado no assunto.

-foi ótimo, no começo fiquei muito fechada mas depois fui amolando meu coração e descobri uma coisa-digo mostrando alegria

-diga-me tudo, não me esconda nada!-fala abandonando o seu jornal e voltando seu corpo para frente, intrigado.

-acho que mesmo pequeno, sinto algum sentimento pelo Charlie, sei lá... Ele realmente me faz bem!

-tem certeza Isla? Aproveite essa semana semana para analisar os dados e se decidir.

-Sim Archie, você está cem porcento certo, vou aproveitar- levanto-me, lhe abraço e vou para o quarto.

Chego na porta do quarto e bato nela três vezes, para minha surpresa... ela estava encostada, então entrei. Cortinas fechadas, belas aromatizantes, pétalas de rosas e lençóis brancos, essa era a visão do simples quarto de pousada.

Fico parada perto do banheiro, deslumbrada, Charlie sai de lá, coloca a mão no meu ombro e beija meu pescoço. Sinto a alça do meu básico vestido preto cair sobre meus braços, as mãos de Charlie tocavam minha cintura e o resto da minha silhueta. Dez horas da manhã mas mais parecia dez da noite, as coisas foram ficando quentes e íntimas ao decorrer do fim da manhã. Sim, desta vez entrego-me por completo para Charlie e esqueço de todo o resto.
Minhas unhas cravadas em suas costas e suas mãos fortes agarradas a minhas coxas. Beijos,curvas, calor, amassos e prazer tomaram conta e nós.

Mordidas,gritos e gemidos marcaram essa cena. Amor, amor profundo foi o que senti a creio que Charlie mais ainda. No meio de gemidos ouço uma pequena frase de três palavrinhas sendo pronunciada pelo seu rosto exalando prazer:

-Eu te amo!-Charlie game em meu ouvido. Não me sinto confortável para retribuir, mas... o sentimento era recíproco.

Depois de um tempo, damos uma pausa para fôlego jogando nossos corpos molhados no colchão ofegantes.

Aproveitei e disse ainda sem ar:

-Eu te amo.

Princesa sem coroaOnde histórias criam vida. Descubra agora