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Onde é que eu estou?

Essa é a primeira de várias perguntas que o meu cérebro processa.

O meu corpo está dormente e a minha mente parece que está dormindo e acordada ao mesmo tempo.

Tento me mexer, mas os movimentos não saem, é como se eu estivesse sem coordenação motora do meu próprio corpo.

Esforço o meu corpo a se mexer e a minha mente a raciocinar.

Aos poucos vou mexendo, aos poucos vou sentindo, aos poucos vou acordando.

Espremo um pouco os meus olhos e os consigo abrir lentamente.

Escuro.

É tudo e primeira coisa  que vejo. Não à um pingo de luz nesse lugar. Mexo os meus ombros um pouco me endireitando de qualquer que seja o lugar onde meu corpo se encontra e eu suspiro ao notar que se trata de uma cadeira.

Tento mexer os meus pulsos e sinto algo crespo contra eles, que pela textura noto ser uma corda firme.

Eu estou presa, não sei onde.

" Hum, O-Olá? " Forço a minha garganta a fazer algum tipo de som e falo. A minha voz sai rouca e grossa.

" Alguém? " Pergunto novamente obtendo o silêncio em resposta.

Solto um grunhido em agonia.

" Já acordada, anjo? " Uma voz rouca e grossa ecoa pelo local onde estou e eu salto de susto, fazendo assim a cadeira ranger.

" Q-quem é você? " Pergungo. " Por quê eu estou presa? "

" Bom, quem sou eu? " Ele ri. " Você verá! "

Sinto um movimento ao lado da minha cadeira e o meu corpo entra em alerta.

" P-por fav-vor, me deixe ir, eu imploro! " E choro. Choro como nunca chorei antes na minha vida. Choro por mim, choro pelo meu corpo, choro por minha vida.

" Oh, anjo nós vamos fazer muita coisa antes disso. " Ouço passos cada vez mais próximos e o meu corpo pula junto de um soluço quando sinto uma mão no meu queixo o erguendo para cima.

" Você vai gostar, anjo... " A voz sussurra perto dos meus lábios e eu pude sentir o cheiro de cigarro, mas por encrível que pareça o cheiro era até agradável.

" Por favor... " Sussurro em súplica. " Eu quero a minha mãe! " Soluço alto.

Eu nunca pensei que sentiria tanta falta de alguém assim. Eu devia ter impedido a minha mãe de viajar, ter implicado com ela sei lá, mas devia. Só assim eu estaria em casa agora não aqui.

Com um estranho que me sequestrou. E agora? Agora não sei o que ele irá fazer comigo ou o meu corpo.

" Você quer saber quem eu sou? " Ele pergunta vagarosamente e eu assinto levemente.

" Fale. Eu quero ouvir a sua voz! " Fala num tom de ordem e eu me sinto intimidada por ele.

" Sim, e-eu quer-ro. " A minha voz sai muito trêmula quase um sussurro.

Ele derrepente larga o meu rosto e eu me sinto aliviada por isso.

Os sons de passos voltam e eu entendo por ele ter se afastado. Aproveito isso para tentar me soltar.

Esfrego os meus pulsos contra a corda, o que foi em vão apenas fez causar pequenos cortes contra o mesmo.

" Droga! " Praguejo por não ter conseguido o que queria e as lágrimas de desespero voltam com tudo.

' Pram '

O barulho de luzes se acendendo me faz saltar sobre a cadeira. Quando as luzes se ligam completamente posso observar melhor onde estou.

Meu deus!

Eu estava em uma espécie de fábrica? Não sei bem, mas o local era bastante velho e grande e dava a impressão de ser uma.

" Gostou do lugar, anjo? " Parece que ele reparou que eu observava.

Quando olho para a pessoa que me sequestrou me espanto.

Ele era...perfeito.

Um moreno alto e magro com seus cabelos raspados, olhava para mim em pé no meio da fábrica abandonada.

Ele sorri ao perceber a minha súbita admiração, digamos, pela sua beleza.

" Gosta do que vê? " Ele ri e eu abaixo a cabeça envergonhada.

Tudo o que eu quero é a minha mãe. Sair daqui e nunca mais ver esse homem na minha vida. Eu sei que ele e lindo, mas, ele ainda me sequestrou.

" Sua mãe não te merece. Acredite em mim, anjo. " Ele fala próximo a mim me fazendo estremecer. Choro.

" Pare de chorar! " Ele ordena e eu faço o máximo para engolir o choro.

" Boa menina. " Sorri e derrepente eu sinto um nojo desse sorriso. Apesar de ser o mais bonito dos que vi até hoje.

" Agora, vamos nos divertir um pouco. Anjo... "

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Amor Sádico • Z.MOnde histórias criam vida. Descubra agora