Capitulo 16

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Já fazia algumas semanas que Mary e os outros estavam em Alexandria. Eles ajudavam nos trabalhos. Gary e Walt, agora que havia melhorado, cuidavam dos portões. Beatrice e Nick, trabalhavam nas plantações. Mary, bem... ela não gostava e nem fazia questão de ir trabalhar nas plantações. Rick a havia perguntado se não gostaria de cuidar de Judith. Na primeira noite a garota só chorava, o que deixou Mary sem graça, principalmente no memento que Carl a pegou no colo e ela parou no mesmo instante. Ela queria ficar de vigia, ela achava que era a única coisa que levava jeito. Depois de convencer seu irmão e Rick, ela ficou uma noite, mas um zumbi entrou pelo buraco que Carl e ela havia fechado a alguns dias, o que deixou Mary mais sem jeito. Apesar de não conseguir ajudar em nada, o que ela não gostava, ela havia se apegado a Maggie, Carol, Gleen, Michonne e Daryl, ela gostava muito dele, ele ajudava a comunidade saindo e procurando coisas, o que Mary achava incrível.
Entre ela e Carl, ambos viraram amigos, quando tinham insônia subiam no telhado de alguma casa e passavam a noite brincando um com o outro, e de madrugada voltavam para suas casas. Mary às vezes se sentia frustada, Carl nunca havia a beijado, entretanto parecia se segurar para não agarra-la, o que a deixava confusa, principalmente em relação a Enid, ela nunca havia conversado com a garota, a mesma parecia ter um caráter difícil. Enquanto a Ron... Mary estava tentando entendê-lo, seu irmão Sam, tinha muito medo, o que deixava Mary preocupada. Ron não sabia atirar, mas parecia querer matar Carl e Rick, a todo momento. Mary balançou no balanço de sua casa uma última vez até escutar o barulho da camionete. A mesma levantou correndo e foi na direção da camionete, vendo Daryl jogar algumas coisas em cima da mesma
— Desta vez posso ir? — perguntou Mary ansiosa, logo viu Carl saindo de trás da camionete
— Garota você nunca vai desistir? — perguntou Daryl
— Ah Daryl. Pela milésima oitava vez! Eu nunca consigo ajudar em nada! Ajudar lá fora é o que eu sei fazer de melhor! — pediu Mary
— Você vem me enchendo o saco a semanas. Hoje você poderá ir porque não irei longe. Mas não se acostume! — permitiu Daryl
— Daryl! — falou Carl — Se meu pai ou Gary descobrirem vocês estarão ferrados — lembrou
— Carl eu preciso sair daqui. Esse lugar está me deixando presa... — Mary tentou explicar, Carl queria a entender, infelizmente não via motivo para o tal sufocamento, que ela falava todas as noites, quando se encontraram. —...entende Carl? — Carl concordou com a pergunta mesmo sem saber do que se tratava.
Mary, se sentiu bem pelo fato de Daryl a permitir ir, e Carl entender seu motivo. A mesma jogou a sua bolsa dentro da camionete
— Vou com vocês — falou Carl
Daryl que estava entrando dentro do veículo, sorriu ao receber a notícia. Mary olhou Carl confusa.
— Certo, agora entrem no carro, porque eu não tenho o dia todo — falou Daryl
Mary sorriu para o mesmo, e entrou no carro, Carl entrou logo atrás dela. Ambos se abaixaram o máximo que puderam, afim de se esconder.
Daryl deu partida na camionete e foi até a saída, Rosita estava de guarda, felizmente ela só pediu para que abrissem os portões, e eles saíram, Mary estava tão ansiosa, que quando se afastaram do portão ela se levantou tão rapidamente que acabou trombando com Carl
— Desculpe — Mary se desculpou, Carl sorriu, a vergonha de ambos fez com que Daryl sorrisse
— Não foi nada — disse Carl se ajeitando no banco.
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Eles andavam já fazia alguns minutos, quando Daryl parou a camionete, o mesmo desceu sem dizer nada aos garotos. Mary desceu logo em seguida, com Carl atraso da mesma
— Como eu esperei por isso! — exclamou, entrando em uma das casas
Carl a seguiu. Mary queria antes de tudo chocolate, passava pelas casas abrindo armários atrás de chocolate, enquanto Carl pegava remédios, e comidas enlatadas
— Que merda! Não tem chocolate nenhum nessa porra! —Mary exclamou irritada
— Se acalme! — pediu Carl — se nós não acharmos nas próximas casas, Daryl pode ter visto algum
— Espero! — disse ansiosa
Os mesmos saíram da casa e foram ate a próxima, ao entrarem, Mary olhou tudo e não achou nenhum chocolate, ela sentou no balcão da cozinha e ficou observando Carl pegar as coisas, que conseguia encontrar
— Então, Carl, me diga! — pediu Mary — o que rola entre você e a Enid? Ela parece gostar de você — diz tentando parecer indireta
— Não rola nada, ela é namorada do Ron. Ele já não gosta de mim, imagina se eu por acaso ficasse com a namorada dele? — disse Carl rindo, Mary o acompanhou
— Realmente Ron é ciumento — comentou Mary, descendo do balcão, Carl a olhou confusa
— Vocês são amigos? — perguntou Carl confuso
— Pois é — sorriu Mary — eu não consigo fazer nada e ele pelo jeito também — explicou
— Hm — disse Carl — vamos achar o Daryl
Os mesmos saíram da casa e foram até o veículo, Daryl chegou após alguns minutos, com duas barras de chocolate e entregou uma para Mary e a outra para Carl
— Vamos? — perguntou Mary
— Sim — respondeu Daryl indo em direção ao carro — vou parar o carro antes e você pulam o muro, assim não verão vocês
— Certo — disse Carl entrando no carro
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A viagem foi parada, Mary estava quieta, Carl conversou um pouco com Daryl, mas logo ficaram em silencio. Ao chegarem próximo de Alexandria Mary e Carl desceram e pularam o muro, como Daryl havia pedido.
Agora ambos caminhavam na rua sozinhos, Mary olhou Carl por um momento e viu que ele viajava nos pensamentos, o silêncio era um pouco constrangedor, felizmente não durou muito
— Mary, faz tempo que a gente não conversa sobre isso, mas... — Carl começou a dizer — gostaria de saber de você — Mary o olhou confusa — sobre o seu passado...
— Ah sim — sorriu — mas o que você gostaria de saber?
— Sei lá — sorriu — mas fale comigo, como se fossemos dois adolescentes normais
— Okay — Mary sorriu brincando — meu passado... minha mãe, uma tenente-coronel do exército. Meu pai um cientista, simpático — sorriu ao se lembrar das caras dos vizinhos — minha mãe era durona, forte, e brava. Meu pai sentimental, na verdade, não sei como casou com a minha mãe — sorriu — lembro-me, de quando nos mudamos para um bairro novo, e quando os vizinhos, viram minha mãe e meu pai juntos, a cara deles foi de total confusão, Gary e eu quase morremos de rir — Mary riu ao lembra-se
— Sua mãe e seu pai era totalmente opostos — sorriu Carl
— Sim — riu Mary — lembro-me da primeira namorada de meu irmão, ele estava no 8º anos, quando me pediu para virar amiga dela, para chamá-la em casa. A garota nunca mais olhou na nossa cara — Carl e Mary riram

Gente fiz um capítulo mais simples, pra dizer que não vou acompanhar a série TWD, porque o Carl se aproximou mais da Enid, tem tudo do Negan, então vou modificar algumas coisas. Como já disse vou fazer como se meus personagens estivessem aparecido na série
Espero que não fiquem bravos comigo

Sobreviventes // TWDOnde histórias criam vida. Descubra agora