Olá amore enfim capítulo para vocês. Peço mil desculpas já que devia ter postado na terça e acabei passando mal. Varias noites acordada o corpo resolveu ceder ao cansaço, como já havia deixado um recadinho aqui que irei atrasar os capítulo devido minha vida que anda uma bagunça. Espero que entendam, mas não irei abandonar o livro nem nada disso continuarei postando os capítulos porem sem dia certo para postagem ok. Chuva de beijos e obrigada a todas que continuam acompanhando o livro, amo vocês de coração, pois vocês me dão forças para continuar.
OBS: Capítulo revelando muita coisa garotas prestem atenção, pois o próximo Valentina descobrirá o que aconteceu? Será que ela ira lembrar o que Fabrício foi ou continua sendo em sua vida?
Fabrício Spinozza
Levanto do sofá e antes que eu consiga dar dois passos a vejo cair como se fosse em câmera lenta. Corro e a seguro antes que ela bata a cabeça no vaso, o que faz com que eu o derrube ao esbarrar nele ao segura-la. A pego no colo e levo para o sofá e chamo baixo para não assusta- lá, a chamo novamente pedindo que ela acorde. Quando ela abre os olhos e meu coração dispara em meu peito enquanto ela pergunta algo que não consegui prestar atenção.
- Fabrício o que aconteceu? - ela repete novamente me tirando de meus pensamentos.
- Você desmaiou. - ela tenta levantar quando leva a mão aos olhos e suspira ao fechar os olhos. – O que aconteceu Tina? Teve alguma outra lembrança? - não aguento mais esconder as coisas dela, quero contar tudo.... Ou melhor, quero que ela se lembre de tudo. Quero poder ver um futuro para nós sem mentiras, sem esse peso em meu peito. Ela senta e me olha sem dizer nada, apenas olha em meus olhos como se buscasse algo.
- Fabrício... - ela começa mais para e desvia o olhar, sei que ela quer me perguntar algo e sinto meu coração tentar sair de meu peito. A olho levantar e se servir de uma dose de whisky e beber antes de colocar uma outra dose e me oferecer e sei que ela está tentando colocar as ideias em seu lugar. Sempre admirei rapidez e frieza que ela tem para pensar de forma lógica antes de tomar uma atitude. E isso me dá a certeza que ela lembrou de algo importante. Balanço a cabeça negando e ela deixa o copo com whisky sobre a bandeja e me olha.
- Essa não é a primeira vez que nós nos envolvemos né.
- Você está perguntando ou afirmando isso? - pergunto para ter certeza se ela lembrou.
- Não é normal eu me sentir tão à vontade com você, não é coincidência eu ver seu rosto em todos os meus pesadelos, sendo que nunca havia tido mais que um pesadelo. Sempre tive o mesmo até que encontrei você, os pesadelos mudaram. Nunca havia passado de um momento os pesadelos, nunca tinha acordado como se tudo aquilo fosse real. Cada toque seu, meu corpo reconhece e sabe que não era a primeira vez. - ela anda de um lado para o outro enquanto como se falasse consigo mesmo.
- O que você lembrou? - ela para e me olha séria.
- Nós em um quarto... Eu perguntando se já havia falado que te amo...
- Deixe-me pensar, você gritou várias vezes enquanto fazíamos amor você falou, não você gritou que me amava. Mas achei que era apenas meu amigão havia feito o trabalho bem feito. Repito as palavras que sempre falei quando a queria provocá-la.
- Se é a primeira vez que nos envolvemos? Não!
- Se é coincidência você ver meu rosto em seus pesadelos? Não!
- Se os pesadelos foram reais? Sim!
- Seu corpo reconhece o meu toque por que o toquei várias e várias vezes antes de nos encontrarmos novamente. - seus olhos cheios de lagrimas estão fixos em mim enquanto me aproximo dela.
- E por que não lembro de você? Por que não lembro que já falei várias vezes que te amo? - suas lagrimas banham seu rosto e sinto meu coração doer por isso.
- Você vai lembrar Valentina, só de tempo ao tempo. - seco suas lágrimas com beijos quando ela me empurra com delicadeza e me olha séria.
- Quanto tempo estamos separados?
- Dois anos e meio.
- Esse tempo todo, o que aconteceu para que eu não me lembre Fabrício? - vejo ela levar a mão a cabeça e fechar os olhos gemendo.
- Tina! - ela deita a cabeça em meu peito e aperta meus braços.
- Estou ficando tonta. - a ergo em meus braços quando ela se apoia em mim. A levo para o quarto e encontro minha mãe na escada.
- O que aconteceu filho? - ela nos olha preocupada.
- Está bem mamma, e apenas a enxaqueca dela que atacou. Vocês terão que deixar para outro dia as compras.
- Sem problemas querido, quando ela estiver melhor vemos isso.
Sigo com ela ate o meu quarto e a deito retiro sua sandália e me sento ao seu lado. E acaricio seu rosto e suas pálpebras tremulam antes dela suspirar e sussurra.
- Deita comigo, depois quero saber mais. - retiro meus sapatos e deito ao seu lado e a puxo para meus braços.
- Descanse, depois conversamos, Ti amo belíssima. - dou um beijo em sua testa e a puxo mais para mim a segurando como se isso fosse acalmar a tormenta que tenho em meu peito.
Fecho meus olhos lembrando de vários momentos que passamos juntos, por mais que não tenhamos andado de mãos dadas pelas ruas ou visto o por- do- sol. Tudo que sempre quis fazer com ela, lembro de quando a conheci.
- Eu poderia te levar para jantar para agradecer, já que você me permitiu lhe fazer companhia.
- Que eu saiba quem tem a "síndrome do não como sozinho" é você. Olho seu sorriso ao terminar de falar. – Espero não descobrir no jantar que você tem síndrome de dormir sozinho. - ela sorri de forma provocante ao piscar para mim deixando um cartão sobre a mesa. – Espero você as 20hr no hotel Vier Kempinski. - a vejo sair me deixando só no Mozart café.
Pego o seu cartão e olho seu nome de disfarce escrito em alto revelo Rayssa Truvisk. Acho isso incrível, a forma como trocavam de identidade a cada missão. Escuto meu celular tocar, deslizo o polegar sobre a tela e atendo.
- Fabrício o que vocês estão fazendo? Está no mesmo lugar que a Alves, ela não me informou de nenhuma operação.
- Está tudo bem Lena, não se preocupe.
- Como não irei me preocupar se tenho dois...
- Você não entende Lena. - falo a interrompendo-a.
- Eu não entendo Fabrício!? Vocês não podem se relacionar, é difícil entender isso? Você sabe o que aconteceu quando os pais dela se envolveram.
- Não compare com eles Elena, sabe que eu não faria nada para machucá-la.
- Sei que não Fabrício, temo pelo que pode acontecer se isso seguir.
- Não somos de lados opostos como eles Lena, Mayse fez a escolha dela.
- Ela fez a escolha que salvaria a filha, Fabrício. Era ela ou a Alves, Maysa e Renato escolheram salva-la.
- E o que adiantou Elena se ela corre perigo agora, mesmo você fingindo que nada aconteceu.
- Por isso você está ai para protegê-la e não ter um romance com ela colocando toda a operação em risco. - ela grita do outro lado da linha e desliga.
Volto a realidade quando Valentina se aconchega mais ao meu corpo como se soubesse de minha inquietação. Aperto-a mais junto a mim tentando aplacar esse sentimento de impotência que me tomou pela lembrança. Fui bobo em acreditar que conseguiria protegê-la de tudo, engano meu. Acabei machucando aquela que jurei protegê-la com minha vida, e agora pagamos o preço por tudo que aconteceu. E como se toda a angustia que passei nos últimos anos estivessem voltando, só que agora parecia ser tudo mil vezes pior do que a ultima vez. Essa sensação que está me deixando inquieto com se a qualquer momento tudo fosse desandar não era imaginação minha. Preciso achar uma forma de contar para ela pelo menos metade da verdade, entre elas que a mãe dela não morreu.
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GUARDADO EM MIM
RomanceSinopse Valentina uma agente que já passou por varias missões teria que bancar a baba de um playboy. Foi designada para ser guarda-Costas do dono das Indústrias Spinozza. Mas o que ela não espera era a reação que seu corpo teve ao escutar a voz de F...
