Surpresa

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Harry

"Hum... Que bom! Só eu, você e a chuva..." comentei assim que Louis fechou a porta do quarto de hotel, sorrindo envergonhado.

"Não desmereça nosso menino" murmurou com o rosto coradinho, jogando a bolsa na poltrona perto da porta.

"Ah, não. Nunca!" sorri, tirando o casaco, andando até o closet do hotel para me trocar "tenho saudades dele também, mas do papai, principalmente" ganhei um sorriso nervoso, os lábios torcidos e as mãos unidas "é impressão... Ou está nervoso?"

"Estou nervoso, realmente" aquilo assustou-me um pouco, porém não por muito tempo. A chuva me impediu de ouvir seus passos chegando por trás de mim enquanto tirava minha camisa olhando para o closet. Seus dedos me abraçaram por trás, subindo por meu peito.

"Hum... Gostei do nervosismo!" ri um pouco, envolvendo suas mãos pequenas com as minhas que lhe caiam tão grandes "me conta..."

"Contar o que?" disse contra minha pele. Os lábios úmidos presos em minhas costas, seu corpo pequenino perto demais do meu.

"O porquê do nervosismo, claro" me virei para ele, encarando seus olhos escuros e brilhantes, que escondiam algo de verdade. Estranhamente meu corpo todo tremia perto do dele, incluso no clima de suspense.

"Ah" enrolou-me, desviando os olhos, mas em seguida se botando na ponta de seus pés e selando os lábios nos meus com certa pressa, pressão e intensidade "não é nada, é só que..."

Cada centímetro dele era suave como seda e pedia para ser tocado por mim. Beijei a linha do seu pescoço para baixo da camisa, fazendo-o inclinar ligeiramente. Ele já estava respirando pesadamente, seu peito escovando sobre o meu peito. Senti como se meu corpo estivesse chorando por seu toque. Seus grandes e inocentes olhos azuis olharam uma vez para os meus, como se pedissem permissão antes de focarem no meu peito. Seus dedos se enroscaram na barra da minha camiseta branca, puxando até meu peito. Na esperança de acalmar seu nervosismo, peguei suas mãos minúsculas e fechadas em punhos e as relaxei, colocando meus lábios na pele de seu rosto antes de voltar seu toque para mim, lentamente.

"Queria poder ter te conhecido antes de William, sabe?" sussurrei contra seus lábios "pra não ter todo esse sofrimento... Não sei se um dia vou ser capaz de me perdoar."

"Cala a boca Harry, por favor, CALA A BOCA!" e me puxou novamente, afundando os lábios nos meus, me empurrando com certa força para a cama e me deixei levar, caindo sobre o colchão macio com seu peso leve pairando sobre mim, as mãos me escalando e os lábios me sugando para si.

As roupas sumiram pelo chão, espalhando-se no azulejo claro do quarto, escuro pela chuva que criava sombras. Seu peso agradável movendo-se em mim, seus dedinhos presos no meu corpo. O fogo correndo em seus olhos, quebrando barreiras, o sentindo tremer em meus braços.

Louis

Engraçado, mas não havia nenhum pouco de intenção sexual em estarmos abraçados, nus, e juntos na cama. A chuva cortara internet, televisão, e tudo que era conexão com o mundo real. Tudo o que existia agora éramos nós dois e a vaga lembrança de Mike, que ele estava bem.

"Se não me engano... Alguém queria me dizer algo" sussurrou com a voz engraçada, os olhos no teto "heim?"

"Ah Harry..." grunhi, me virando nervosamente para ficar sobre ele, segurando seu rosto em meus dedos levemente, apreciando sua face bonita "você é tão Mike."

"Eu sou tão Mike?" e riu lindamente, os olhos verdes brilhando "Mike é tão eu..." ajustou a frase "veio de mim, não veio? De nós..."

"Das noites na casa do lago..." e ri também, beijando seu peito largo.

Stormy Nights (Larry/Mpreg)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora