Alternative Final

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Quando eu era pequena, olhava para o céu e com o pensamento em tudo eu viajava. Os anos que passei na igreja, as coisas que aprendi, minhas certezas e minhas duvidas. Teria eu salvação por ser quem sou? O que era feito comigo por pessoas aleatórias teria perdão?

Eu encarava o Universo acima de minha cabeça, e ele nada me respondia de volta.

Coisas que tinha como fato: Eu realmente tinha uma mente fértil, o dom para imaginar, e para escrever. Outra é que tinha agarrada em mim, a ideia de que eu me sentia como o Universo.

Sendo assim a explicação: Universo vem das palavras Unus e Versos, que significam "Todo Inteiro".

Sim, me sentia inteira. "Inteira demais para dar metade para alguém". E isso desde sempre.

Mas ai eu ficava em duvida. O infinito poderia ser reconhecido como um inteiro? Como querer calcular aquilo que não é, mas poderia ser.

Bom, não precisa entender a intensidade da coisa. Isso não é importante. A questão em jogo: é minha mente, e como as coisas funcionam para mim. Afinal é a minha história travestida em outra, que foi contada. São fragmentos meus, expostos para todos vocês.

E graças ao dom eu estava novamente sentada na mesa onde tudo se iniciou. Abri o notebook e olhei o documento em branco, eles me exigiam um final diferente. Eles não. Ela.

E me peguei pensando. "Porque não contar a verdade?"

...

"Sabe amor? Aquele abraço que você me deu. Eu sorri e me perdi, no lago calmo que é os olhos teus. E vem ao som do que é meu ajoelhar, para o seu coração. Cantar e pedir, para que entendas o meu violão. E chora por ti quando se perde em dor. Persuadir, não foge de como foi".

Persuadir - Hewie

Dois meses depois.

O suor escorria pela testa de Camila.

O rosto vermelho, as veias saltando. Lauren com a mão presa na dela e a boca em sua orelha. - Você consegue Camz!

A latina gritava, grunhia, rugia. Enquanto a equipe médica trabalhava arduamente em trazer Charlotte ao mundo, o médico estava preocupado com o cordão umbilical.

- Um pouco mais de força amor. - Lauren pediu olhando tudo ao redor.

O coração da morena batia em sua cabeça, a garganta estava seca, podia sentir o cheiro forte enferrujado de sangue e via Camila ficar cada vez mais vermelha ao fazer força.

- Já posso ver a cabeça. - Uma enfermeira exclamou.

- Só mais um pouco Camz. - Lauren pediu quase desmaiando.

- Eu não aguento mais. - Camila respondeu chorando um pouco.

Lauren tentava estimular das formas mais óbvias que conseguia. - Vai Camz, é nosso bebê.

Camila se dispôs a fazer mais força e quando o choro de recém nascido invadiu o quarto, sentiu a mão de Lauren afrouxar a sua.

- Ela desmaiou. - Uma enfermeira disse assustada, vendo o corpo de Lauren no chão.

Camila chorava e ria, num misto de alegria, nervoso e medo. Só Lauren pra fazer aquilo numa hora tão inoportuna.

Seis meses.

Lauren estava deitada de bruços na cama, cochilando e descansando.

Havia sido um dia cheio de gravações, de atrizes e atores frescurentos. Estava silêncio, o sol quente de Los Angeles entrava pelas frestas da cortina clara, mas nem aquilo incomodava. O ar condicionado estava ligado.

Registro de Amor - "My Sin"Histórias para pegar e não largar. Descubra agora