"Já é a décima vez que o senhor vem aqui e nada mudou. Nós fizemos tudo o que o senhor falou, mudamos o visual dela e até mesmo o quarto, mas nada melhor " As vozes vinham do corredor da casa e iam até um quarto escuro, no qual havia uma garota sentada com a luz do celular em seu rosto.
- Seiko - Dizia a garota com o celular aberto em uma foto de uma garota, seu rosto estava riscado e não era reconhecido.
O barulho da porta ao se abrir faz com que Naomi olhe em direção, mas a claridade faz com que ela use as costas das mãos para bloquear a luz em seus olhos. Quando seus olhos finalmente se acostumaram com a claridade ela olha para porta, era sua mãe com o psicólogo.
- Eu já disse que não estou louca - Uma lágrima começa a escorrer no rosto de Naomi - Ela existiu. Aquele mundo existiu.
A mãe de Naomi solta um suspira e cochicha algo no ouvido do grande homem de terno e maleta em mãos, fazendo-o entrar no quarto e acender as luzes.
- Olá Naomi. - Ele se sentou na cama e Naomi seguiu ele com os olhos - Hoje é a nossa última consulta, como que foi esse seu sonho? Me explique os momentos que lhe marcou apenas.
Ela continuo imóvel, parecia uma boneca de tão quieta. Desde que perdeu a Seiko e foi simplesmente teletransportada para seu quarto, Naomi se recusa a aceitar e se culpa. Isso tem causando uma autodestruição a mente dela.
- Naomi, por favor responda, eu só quero te ajudar - Ele olhava para o rosto dela.
Ela solta um suspiro e olha para o rosto dele.
- Você não é o primeiro psicólogo que veio aqui em casa e me disse isso - Ela solta um risada nasal e desvia o olhar para a parede de seu quarto - O engraçado é que depois que contei a história para eles, eles somente anotaram que estava louca e foram embora.
- Eu não sou eles. - Ele respondeu e procurou um bloco de notas e uma caneta.
- Ai está, parece que vocês são robôs programados para sempre dizer e fazer a mesmas coisas sempre. Mas tudo bem, vou contar e assim você vai escrever ai.. - Ela aponta para o bloco de notas - Que estou louca. Ela estava em minha frente, forte e falando sobre ser o núcleo, eu senti a lágrima descendo pelo meu rosto, pois sabia o que viria depois. Eu vi ela se matando em minha frente e não pude fazer nada. - Naomi limpa às lágrimas que estavam descendo - Quando acordei já estava nesse quarto sufocante.
O psicólogo escreveu rapidamente com sua caneta no bloco de notas, fechou e colocou em sua bolsa novamente.
- Você está com síndrome do sonho - Ele arruma a bolsa e olha para o rosto sem expressão de Naomi - É uma doença comum. Você sonha com algo que parece muito real e que parece ter acontecido e você acaba vivendo isso realmente, só que com sua mente. O seu corpo e sua mente entram em conflito para saber se isso é real, mas como sua mente é poderosa ela acaba convencendo o seu corpo que foi real, e isso acaba acontecendo - Ele aponta em direção de Naomi - Seu caso é avançado e eu recomendo que saia um pouco, volte a ir para escola, ou então, saía com amigos.
Ele falou e se despediu apagando a luz e fechando a porta. Naomi podia ouvir as conversas vindo do corredor novamente.
" Creio que ela vai melhorar em breve, apenas faça ela ir para a escola novamente " A voz era do psicólogo dessa vez que ressoava pelo corredor, a conversa seguiu até as escada e depois nada se ouviu a não ser um fechar de portas.
- Síndrome do sonho? Eu sou a louca aqui? - Resmunga deitando em sua cama novamente e pegando seu celular, mas é interrompida por um abrir de portas e a luz.
A mãe de Naomi entra no quarto brava, seu olhar parecia queimar Naomi viva. Tudo que a mãe dela fazia era gritar pelos quatro cantos da parede, seus berros entram na mente de Naomi mas ela apenas está escutando, sem prestar muita a atenção.
- Você foi uma desgraça na família, a pior decisão da minha vida - Ela coloca as mãos na cabeça de ódio - Por sua culpa o seu pai foi embora de casa, ele não aguentava mais essa sua falsa história de Seiko e outra dimensão.
Ela ia saindo, mas antes de sair ela se vira e com um olhar de tristeza diz pequenas palavras que fizeram um grande buraco no coração de Naomi.
- Eu não a considero como filha, para mim você só é mais uma falha em minha vida. - E assim fecha a porta, ignorante totalmente os sentimentos de Naomi.
Uma lágrima escorre pelo rosto de Naomi. Ela se sente culpada, com raiva e mais que tudo isso, ela se sente perdida. Ela queria sumir. Desceu seus pés gelados no chão e andou tropeçando em si, as lágrimas e faltas de apetite deram muita tontura em si, abrindo o guarda-roupa encontra a solução para sua vida, uma corda que ela ganhou de aniversário quando criança.
Pegando a corda ela vai para o banheiro, no teto havia um arranjo forte para colocar algum gancho. Um laço e um passo, arrastando o banco e se enforcando. Foi tudo que Naomi fez, até perder a consciência.
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Esse capítulo foi o capítulo "teste" para ver como vai correr a história.
O resto da história irei fazer e deixarei guardado tudo, e só então irei atualizando.
Bjs de unicórnios. Se cuidem.
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Re-Volta
Action" Estava em um canto escuro e minha visão embasada por causa das lágrimas que havia derramado. - Eu não estou louca - Resmunguei baixo para mim mesma. A dor de uma perda. A dor de uma vida perdida para a escuridão. Estou sentindo tudo iss...