Entro no quarto, tiro a roupa e a coloco em cima de um acadeira, ao lado da cama.
Olho dentro da guarda roupas e encontro uma camisa xadrez vermelha que ficava um pouco grande, por isso fiquei só com ela mesmo.
Quando eu estava me deitando, Jason aparece na porta do quarto, me encarando, com um sorrisinho torto.
Jason: "Tem travisseiro e cobertor sobrando?"
Eu apago a luz: "Não."
Jason a acende novamente: "Eu vou ter que dormir naquele sofá duro e velho sem travisseiro e cobertor?"
Eu: "Sim." De novo, eu apago a luz.
Jason: "Assim a luz vai queimar..." A luz se acende.
Eu: "Me deicha."
Jason: "Não."
Eu: "Uuuugh... você quer que eu faça o que, em? Divida a CAMA com você?"
Jason dá de ombros: "É melhor que o sofá."
Eu: "Vai sonhando gatinho."
Jason: "Ás vezes, os gatos dormem com a suas donas."
Me sento na cama com as sobrancelhas franzida e com o mesmo sorriso que ele.
Eu: "Ouviu o que acabou de falar?"
Jason: "Não."
Eu: "Uh... você dorme sem travisseiro e se encostar em mim, mesmo dormindo, eu durmo com uma faca em baixo do travisseiro, só pra avisar, ok?"
Jason: "Garota, você me assusta às vezes."
Eu: "Eu me esforço bastante."
Jason: "Dá pra perceber."
Arredo para o canto: "Cala a boca e deita logo."
Jason: "Tá bom..."
Eu: "Anda. Logo."
Jason se deita ao meu lado, de costas pra mim.
Pouco tempo depois, eu apago. Essa é a parte boa. A parte ruim foi os sonhos.
Eu tinha 11 anos denovo. Eu estava na casa da minha tia, assistindo TV, deitada o sofá da sala, quando a porta se abriu com um barulho alto e meu pai entrou, com o sorriso de pscopada usando sobretudo roxo.
Coringa: "Ou garotinha..."
Eu me sento devagar: "Quem é você?"
Corina se aproxima: "Eu sou o seu pai..."
Eu: "Não, não é."
Coringa: "Veremos." Ele cobre a minha cabeça e me pega no colo e me leva para o seu "esconderijo".
Em curtos flashes, vejo tudo que havia acontecido até agora. O "treinamento", todos os machucados.
Acordo com um pulo, suando frio. Ao meu lado, Jason se vira, me encarando.
Jason: "O que foi?"
Eu: "N-nada."
Jason se senta: "Tem certeza?"
Eu: "Não. Só foi um pesadelo. Eu tô bem."
Jason cotinua me encarando, como se soubesse que eu não estava falando tudo.
Jason: "Lucy."
Eu: "O que?"
Jason: "Desembucha."
Respiro fundo e conto toda a história para ele, que me olhava sem enterromper uma palavra, como se assistisse à um filmes muito interessante e não queria perder nenhuma cena.
Jason: "Uau."
Eu me deito novamente, virando de costas pra ele: "Satisfeio?"
Jason não responde. Simplesmente deita ao meu lado e me abraça. E o mais estranho foi que eu não enfiei a faca nele.
Jason: "Todo mundo às vezes precisa de um abraço."
Pensei que eu não iria dormir, mas em pouco tempo, eu adormeci nos braços de Jason e não tive mais nenhum pesadelo o resto da noite.
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Madness - ES
AçãoLucy Frances Quinzell. Filha dos palhaços do crime de Gothan. Não cresceu com os pais, mas aprendeu a lutar com a mãe, Arlequina,e a pensar com o pai, Coringa. Junto com a ajuda da melhor amiga haker, Alexandra Smoak, podem entrar em qualquer lugar...
