Oi, pessoal! Estou de volta com mais um capítulo pra vocês e vou logo avisando: tá bem grandinho (pra alegria geral da nação hahahah). Antes de tudo, queria agradecer a todo mundo que leu/comentou/votou no último cap, vocês não tem noção de como isso motiva o autor e ajuda os capítulos a saírem mais rápido!
Sobre o prêmio Steve Rogers de manjador de referências: ninguém realmente ressaltou as citações do último cap (que estavam bem explícitas), mas foram sobre Downton Abbey e Breaking Bad hahaha Vamos ver se vocês se animam pra pegar as desse cap, ok??
Sem mais enrolações, eis mais um capítulo das desventuras de Amelia. Espero que gostem e boa leitura!
~*
Capítulo 2. Things we all had forgotten about
14/07/2004
Amelia encarava o enorme quadro branco à sua frente com uma concentração desnecessária. Ela não precisara de mais do que alguns minutos para memorizar o fato de sua mãe estar na sala de cirurgia de número três, realizando uma substituição de quadril, ou que seu pai estava na de número um, assistindo a uma craniotomia. Mesmo assim, gostava de se desafiar a gravar o que cada um dos outros cirurgiões estava fazendo, nem que fosse para passar o tempo - ou ter algo para compartilhar com o irmão, que ainda estava preso em casa por causa da catapora e sempre se empolgava com esse tipo de conhecimento aleatório.
Algum tempo depois, no entanto, a brincadeira perdeu o apelo. Com um suspiro profundo, ela encarou o teto branco antes de checar os bolsos do shorts jeans, encontrando uma nota de dez libras que não lembrava estar ali. Provavelmente uma obra de sua sempre precavida mãe.
Sorrindo ao pensar nos doces que poderia comprar na lanchonete do segundo andar, Amy levantou-se da enorme cadeira de plástico verde que havia ocupado no último quarto de hora, quando sua avó a deixara antes de seguir para um compromisso com amigos. Talvez em sua jornada em busca de açúcar ela conseguisse encontrar algo interessante para fazer até que a mãe estivesse livre e pudessem ir para casa.
- Aonde você vai? - Susan perguntou assim que notou os poucos metros que a ruiva havia percorrido.
Amelia congelou no lugar. Havia se esquecido da ordem dos pais que a proibia de sair perambulando livremente quando desacompanhada. Malditos adultos superprotetores, pensou sozinha, ela estava em um hospital! O que de pior poderia acontecer ali, pegar uma gripe?
Anos mais tarde, com uma bagagem infinitamente maior de seriados de drama americanos, a ruiva perceberia que as preocupações de Charles e Georgia não eram infundadas. Aquele tipo de local era muito mais propício a desastres do que ela imaginava naquela idade.
- Banheiro. - Ela inventou e logo sentiu as bochechas esquentarem.
Estar de costas para a enfermeira encarregada de mantê-la sob vista era uma vantagem e tanto naquele momento.
- Sua mãe já está acabando, não demore muito.
Assentindo, Amelia continuou seu caminho em direção ao final do corredor, virando à direita a fim de não gerar suspeitas na mulher de meia-idade. Assim que saiu de vista, seu caminhar lento e despreocupado foi substituído por um saltitar constante enquanto ela tentava pisar apenas nos pisos vinílicos coloridos e não nos brancos.
Estava tão entretida na brincadeira que só percebeu que havia alguém em seu caminho quando o seu corpo se chocou com outro, quase levando-a ao chão.
- Ei, menino do bolinho de pistache! - Ela disse surpresa, reconhecendo a figura de cabelos e olhos castanhos que era poucos centímetros maior do que ela.
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Present Perfect
Ficción GeneralAos vinte e um anos, tudo o que Amelia mais queria após terminar a faculdade era ter seu merecido descanso antes de começar o mestrado. Mas quando seu irmão gêmeo decide escolher esse exato momento para ficar noivo e seus pais aproveitam para ressus...