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Senti quando alguém me puxou no meio de toda aquela multidão, apenas me deixei levar. Cara, que festa, que dia. Já perdi as contas de quantas doses de tequila tomei, e isso já não era uma preocupação. Lembro de ter visto a Duda com um moreno alto, ou já seria outro? Não importa. Estávamos em Salvador, no maior carnaval do Brasil, prontos para viver uma experiência inesquecível. Para situá-los melhor, e até causar uma melhor impressão da minha pessoa, vamos voltar algumas semanas. Mais precisamente: Final do semestre na faculdade.
– Fala sério, eu não aguento mais acordar cedo – Duda diz enquanto andamos em direção à cantina da faculdade.
– Nem me fala, mas pensa pelo lado bom... – Ela me olha franzindo o cenho – É não tem lado bom – Dou risada com a cara de tédio que ela fez.
– Sabe o que eu preciso? – Me encarou séria.
– De um homem, Maria Eduarda? – Ri, enquanto ela me olha incrédula. Como se eu não a conhecesse.
– Como você pode falar isso da sua melhor amiga? – Fingiu estar ofendida levando a mão o seu peito – Mas é a verdade. To criando teia amiga, meu bv está voltando, posso sentir, já consigo ver a luz...
– Que luz, garota? Eu sei que sou gato, mas brilhar eu deixo pra mais tarde - O Guga aparece na sua frente, dando um beijo na bochecha da Duda e passando o braço pelo meu pescoço
– Ela ta lamentando sua vida amorosa, coisa de mulher, minha obrigação é ouvir. Bem que você podia dividir essa responsabilidade comigo ne? – O fito pelo canto do olho dando uma cotovelada de leve na sua barriga
–Tenho coisas mais importantes para fazer, meu bem – Ele fala rindo sacana, e eu acompanho o seu olhar
– Traste! – bato de leve no seu ombro – não aguenta ver mulher!
– Aff Gustavo, você não toma jeito! – Duda reclama, cruzando os braços emburrada
– Então me faz tomar jeito, gostosa! – Ele passa por trás dela rindo e dando um tapinha na sua bunda
– Nojento, vai lá e troca suas amigas mesmo – viro o rosto fingindo estar ofendida
– Tchau, Gustavo! – Duda me abraça e nós fingimos sair dali
– Ei, parem de drama! – Ele se pôs na nossa frente – eu amo as duas, mas eu nasci pra putaria. Então, jantamos juntos hoje? – Sugeriu
– Vou pensar no seu caso – Duda disse fingindo pouco caso
– Lá em casa 21:00, sem atrasos senhor Gustavo – Disse fingindo seriedade, em seguida rindo.
– Sim senhora, capitã – Disse dando um beijo na minha bochecha e um na testa da Duda
– Ele não presta! – Duda suspira observando o Guga se afastar
– Fazer o que, não escolhemos nossos amigos – Ri quando o vi jogando todo seu charme para a menina, coitada, mais uma.
– Não quero mais aula – Duda admite enquanto senta num banquinho da cantina – Faltam quantos dias para esse tormento ter um fim?
– O semestre já está acabando, e tem o carnaval chegando também – Falo animada dando palminhas eufóricas
– Caramba, já tinha até me esquecido. Lembra que a gente não tinha decidido nada ainda? – Confirmei com a cabeça esperando ela prosseguir – Então, eu estava pesquisando e cheguei a conclusão que o nosso carnaval será em Salvador, já está decidido – disse convicta.
– ''Já está decidido'' – Imitei a Duda com sua voz fina, ela me deu um tapa de leve no braço rindo – Vamos ver isso hoje a noite gata, agora vamos para aula.
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Caminhos Cruzados
Chick-LitCarnaval, festa, amigos, curtição. Ele malandro. Ela uma alma livre. Um olhar. Um sorriso. Um único beijo. Um adeus. Que mal tem? O universo apronta cada uma, traz e leva pessoas de nossas vidas. E são nessas idas e vindas, com des(re)encontros do d...
