Capítulo 5

7 1 0
                                        

***

–Hoje ainda é sexta, meu povo. Vamos animar isso aqui! – Pedro disse, se levantando

–Concordo, preciso esquecer aquela faculdade e tem muito sangue no meu álcool, quer dizer, pouco álcool no meu sangue – Eu disse encostando a cabeça no sofá soltando uma gargalhada

–Não seja por isso, partiu balada – Guga disse enquanto ia em direção à porta

–Vamos de que hoje? Zax? Baladinha sertaneja? Me falaram que a nova da Lapa ta fervendo – Ana disse sentando no braço do sofá

–Na hora decidimos, vou me arrumar, 23:00 risco aqui estejam prontas madames – Guga disse soltando beijo pra gente e fechando a porta atrás dele.

Quando procurei o Pedro ele já estava tomando banho no seu quarto. Puxei a Duda até o meu, e joguei todas as minhas roupas em cima da cama. Fizemos várias combinações, eu ia emprestar para ela porque não dava tempo ir em casa. Duda optou por um vestidinho colado azul marinho. Eu fui no básico, calça jeans cintura alta, uma camiseta de alcinha preta, salto. Ela saiu do banho e eu entrei em seguida. Quando sai a Duda já não estava mais. Eu estava quase pronta quando ouvi alguém bater na porta do um quarto

Pode entrar! – Gritei enquanto colocava uma correntinha que meu pai me deu no pescoço

–Oi Filha, cheguei e vi seu irmão parecendo um príncipe lá em baixo, todo lindo e cheiroso – revirei os olhos – e você está magnífica! – sorriu

–Oi mãe, muito obrigada, mas tenho que te levar no médico porque achar o Pedro um príncipe é doença na certa – ela riu

–Não fale assim do seu irmão, pra mim vocês sempre serão meus bebês – veio até mim apertando minhas bochechas – Agora divirtam-se e juízo.

Ela disse enquanto saia, sorri comigo mesma, minha mãe é uma comédia. Finalmente estava pronta, peguei uma bolsa pequena coloquei o necessário sai. Na sala encontrei o Pedro e a Duda sentados

–Até que enfim, parece uma donzela – Pedro disse revirando os olhos

–Desculpe, amorzinho! Vamos? – Falei com a Duda

–Vamos, o Gustavo disse que nos encontra na entrada – Disse se levantando

Saímos, o Pedro foi dirigindo, eu no banco do carona e a Duda atrás. Não demorou muito, e já no clima, chegamos na boate. O Guga já estava na fila para entrar, então pegamos nossas pulseiras e entramos. A noite foi suave, a Duda ficou com dois garotos, o Guga evaporou, o Pedro se achou com uma menina da faculdade, e eu com o barman. Digo com o barman porque foi ele minha companhia da noite, afinal, não sai do bar, perdi as contas de quantas roskas. Dancei, bebi, me diverti, não estava para pegação hoje, acho que estava me guardando para o carnaval.

Caminhos CruzadosOnde histórias criam vida. Descubra agora