Finalmente... Lágrimas!

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Minha alma grita.

Implora socorro.

Mas ninguém ouve.

O socorro que a alma pede é um grito silencioso.

Lágrimas — lágrimas! — não param de cair dos meus olhos.

Lágrimas que acabam escapando, fugindo.

Caindo contra a minha vontade.

Desobedecendo a minha ordem de:

  — Fiquem no lugar!

São tantas, de onde surgiram?

Não posso controlar.

Deito em posição fetal, em cima do travesseiro que à pouco estava abraçando.

Mas não deixo de chorar.

Abraço meus fiéis companheiros — ursos de pelúcia — e os soluços e suspiros vem com toda a força.

Tornam-se incontroláveis.

Até que eu finalmente consigo me recuperar... Me estabilizar.

E agora, sozinha em meu quarto, com o lápis deslizando sob o papel, o choro passa.

Mas a dor permanece.


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