Prólogo

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Rio de Janeiro, 2010

ASTRÍDE tinha apenas 9 anos quando ela teve o primeiro contato com aquele mundo oculto, as pessoas comuns achariam muito cedo para uma criança saber de tudo aquilo, mas normalmente os filhos dos caçadores de bruxas tinham contato com isso desde que nasciam, o que tornava tudo mais fácil; mas para Astríde, que vivia como uma criança comum, tudo aquilo não fazia sentido.

A primeira visão que ela teve daquele mundo foi de vultos, negros e tremulantes, seguiam as pessoas como um carrapato gigante em suas costas, e aparentemente ninguém os notava, apenas Astríde. Uma vez ela perguntou à um colega de escola se ele podia os ver, mas ele não sabia do que ela falava.

Ela não os via sempre, tinham intervalos indeterminados entre as aparições, e sempre foi em locais muito movimentados, shoppings, avenidas, praças públicas, porém sempre que apareciam, tiravam as noites de sono de Astríde. Aqueles vultos eram extremamente aterrorizantes para uma criança de 8 anos, e fizeram o comportamento de Astríde mudar bruscamente, sua mãe percebeu e ao peguntar à filha o que lhe afligia, Astríde lhe contou sobre os vultos, e como eles a assustavam, e ao perguntar a mãe o que eles eram, ela desconversou, mas Astríde era pequena de mais pra perceber.

Até que um tempo depois ela parou de vê-los, e ao passar do tempo os esqueceu. Porém ela nunca imaginaria que anos depois eles iriam voltar e perseguí-la.

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