capítulo 2 lembranças

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capítulo 2

lembranças

Eu nunca tinha visto um japonês e agora vejo dois que sorte, ou não.

Mais eles são lindos cabelos pretos os olhos puxados parecem gêmeos exceto que o mais baixo e tão branco que chega ser quase transparente,Emyli sua idiota pare de encaolos minha consciência está gritando comigo pisco duas vezes para voltar a realidade.

- Co.mo a.ss.im?? - os dois falaram pausadamente juntos

- Não sei quem disse a vocês dois que encontrariam maçãs aqui, mas deve ser alguma piada afinal é o bairro apple centers figueiredo deve ser algum tipo de pegadinha - expliquei

- Aqui é um centro médico, só tem hospitais.

- V - os dois gritaram, fitei os dois sem ter a mínima idéia do que estavão falando. Melhor ir embora

me virei e fui caminhando, eu tinha razão a garoa fina purifica a alma e o cheiro da grama molhada relaxa.

Dei mais alguns passos e virei para me certificar que os japonêses já não estavao ali e girei, girei até ficar zonza. Faz tanto tempo, a última vez em que me senti assim eu tinha 8 anos meu pai havia me levado pra fazer um piquenique no passeio público o céu estavá acizentado como eu gosto, estendemos a toalha xadrez vermelha e branca em frente ao laguinho dos patos

- Papai ?

- Sim minha borboletinha?

- Porque não somos felizes?

- E quem disse que não somos?

- Mamãe. - no momento em que essas palavras deixaram minha boca eu me arrependi o semblante curioso e feliz sumiu do rosto de meu pai

- Sáb minha filha nós somos felizes sua mãe só tem ideias diferentes da nossa sobre o que é felicidade. - o sorriso voltou ao seu rosto no mesmo momento em que uma gota de chuva tocou meu rosto. Ele se levantou e estendeu a sua mão

- Me concede está dança ?

Dançamos (giramos ) até o passeio público fechar já estava tudo escuro tudo estava molhado toalha, roupas, lanchinho até minha alma estava molhada só que de sentimentos bons.

Quando dou por mim minhas lágrimas já se misturaram com a chuva e eu estou tonta melhor ir embora. O caminho de volta pra casa passa tão rápido quanto um piscar de olhos mas se me perguntar em que ou em quantas coisas eu tropeçei eu não sei. Minha casa é grande e azul, e nada modesta há cinco quartos uma sala de tv (que esta mais para cinema), uma big cozinha ( que não sei bem a ultilidade já que alexandre e mamãe nem ficam em casa) e uma sala de centro onde fica as escadas para ondar de cima com os quartos (não sei pq ela existe, afinal é apenas um grande salão deve ser so para aumentar a casa) entro e vou direto pra meu quarto ele não tem personalidade nenhuma apenas um grande guarda-roupa uma cama de solteiro e a minha cômoda de estudos, sigo pro meu guarda-roupa e escolho um pijama de moleton.

Depois de um banho relaxante me deito estou exausta, não durmo imediatamente fico pensando na minha mãe, logo que meu pai morreu nos mudamos da nossa cidadezinha para cá a grande Tallin a cidade da inteligência onde ou você é o melhor ou você é um nada eu odeio esse lugar, talvez seja por isso que não tenho amigos porque meu amigo de hoje talvez seja um degrau da minha escada de amanhã, logo que chegamos aqui minha mãe se casou com Alexandre que é um riquinho nojento eu tenho sérias dúvidas de como ele conseguiu sua rede de cafés porquê o cara é um asno para contas básicas mas é ótimo em dizer o óbvio resumindo o cara é um idiota com quase o dobro da idade da minha mãe o que me faz dúvidar se o motivo desse casamento foi amor como ela diz, agora ela me obriga a chama-lo de pai e diz pra todo mundo que ele é meu pai mas ele nunca substituirá o verdadeiro. Apesar de todos esses pensamentos meu sonho foi estrelado por um par de olhos japonêses frio, mal educado e um sorriso cínico.

Acordo com as notas doces da melodia (uma música bonita tocada somente com o piano e a voz do vocalista que eu não conheço), ainda meio desorientada pelo sono levanto aos tropeços da cama e olho pra janela, ainda cai um garoa fina, vou até o guarda ropa e separo uma saia azul escura meio rodada e uma camisa social branca, no banheiro ligo o chuveiro na temperatura máxima lavo os cabelos fico 15 minutos só sentindo a água correr meu corpo, desligo o chuveiro, me enxugo e seco meu cabelo e o prendo em um coque impecável que mais parece uma comeia de abelha pelo comprimento do meu cabelo castanho escuro, visto minha camisa por dentro da saia calço meu allstar preto de cano baixo, eu tenho uma coleção deles pretos, brancos, vermelhos cano baixo, cano médio, cano alto eu amo eles eu simplesmente não consigo usar outros tipo de tenes.

Fito minha imagem diante do espelho desdo cabelo aos olhos castanhos médios que a luz do sol parecem verdes até a minha barriga que é disfarçada pela saia ao meu allstar tenho impressão de que eu e essa menina na minha frente e eu somos pessoas totalmente diferentes.

- Quem é você ? - olho meu reflexo no espelho esperado que ele começar a conversar comigo

- Eu sou Emyli Thompson

- E quem você é ?

- Eu sou Emyli Thompson futura administradora e sou muito feliz - a menina do reflexo não perecia feliz

Desci os 45 degraus que dão na sala e segui o corredor até a cozinha. E pra variar mamãe e alexandre não estão em casa, eu sinto falta de ter alguém pra conversar (alguém que não seja minha psicologa) desde que papai se foi eu fiquei sozinha as vezes penso que uma parte de mim foi com ele aquela parte que ria aquela parte que se sentia feliz hoje existe um vacuo que só sera preenchido quando eu terminar a escola e quando finalmente tiver meu proprio carro meu proprio apartamento me proprio dinhero.
Pego minha mochila e o guardachuva no cabideiro atrás da porta, apesar da garoa estar bem fina uma caminhada de dez minutos ate o colegio arruinaria o meu cabelo.
Hoje é o ultimo dia de aula antes das férias de inverno o que seria otimo se eu não tivesse que usalas para estudar mil vezes mais do que se estivesse na escola.
É engraçado até como as pessoas ficam felizes por pouca coisa, passo por todos os sorridentes alunos pelo corredor branco que é chamado assim porque incrivelmente branco não sei como eles conseguem manter assim chego em minha sala e logo me ajeito na minha carteira de sempre na primeira fileira a esquerda do professor.
Hoje apesar de ser ultimo dia antes das férias sera apresentado o novo professor de inglês já que o ultimo está se aposentando. Confiro o relogio e vejo que ainda tenho alguns minutos para o inicio da aula, pego um livro
Na minha mochila. Estava tão entretida na trama da historia que só percerbi que a sala estava lotada quando a porta bateu em bak.
Desviei os olhos do livro e lá estava ele, o japones, que merda sera que ele é aluno novo? Que sorte tenho eu.

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