SEM REVISÃO
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Abri os olhos assustada ao sentir as carícias, Idris tocava meu corpo já não satisfeito com minhas desculpas, tentei me afastar, mas seus braços me impediram, me puxando para ele e agora me tocando sem pudor algum.
-Não. /tentei afastá-lo.
-Não vou mais aceitar suas desculpas, você agora será minha. /ele me manteve parada, enquanto forçava minhas pernas, e assim que conseguiu abri-las se agasalhou entre elas, tentei jogá-lo de cima de mim, mas não tinha chance, Idris era um homem de grande porte.
-Não torne as coisas mais difícil.
-Isso não é amor. /falei tentando conter as lágrimas.
-Essa é minha forma de amar, então se comporte, porque não vou hesitar te bater se for necessário. /ele falou firme, decidido, e já não pude mais conter as lágrimas.
Me perguntei novamente:
"Como pude viver tanto tempo ao seu lado?", "Como não percebi quem ele realmente era". Mas não havia resposta.
Sua boca buscava a minha de forma insana, e tive que me dar por vencida, quando sua mão grande segurou meu queixo com brutalidade, me obrigando a sentir seus lábios, que sugavam o meu com desejo, me causando nojo por seu ato doentio.
Minha fraqueza o ajudava, ele conseguia me imobilizar facilmente. Uma de suas mãos percorreu meu corpo, o aperto com tanta luxúria que tentei me convencer do que aconteceria, eu não tinha escapatória.
Seus lábios agora desciam por meu pescoço, e não porte suportar o susto ao ouvir minha roupa ser violentamente rasgada.
-EU FAÇO, EU FAÇO, mas assim não. /minha voz saia desesperada entre os soluços.
Idris me encarou e sorriu maldosamente.
-Não me julgue tão idiota assim meu amor, você jamais fará por vontade própria.
Ele arrancou minha roupa me deixando apenas de calcinha, seu corpo continuava sobre o meu, mas nenhuma atitude era tomada, suas mãos seguravam meus braços, enquanto seu rosto se mantinha enterrado entre meu ombro e meu pescoço.
Minhas lágrimas escorriam discretamente enquanto sua boca nojenta percorriam minha pele, seus dentes marcavam meu pescoço me fazendo gemer pela dor.
-Amo você gemendo. /ele sussurrou.
-Por favor, não faça isso. /já não me mexia, ele continuaria até o fim.
Minha calcinha virou trapos, e mas uma vez tentei me debater, ele apenas riu enquanto libertava seu pau.
-Shiii, fica calma, vai ser gostoso. /seu corpo prensava o meu naquele colchão imundo, e quando sentir sua entrada ser forçado gritei.
Acordei desesperada, tentando me movimentar e percebi que continuava amarrada a cadeira, o lugar estava vazio e só eu estava aqui.
Já não sabia quanto tempo havia passado, mas sabia que já estava aqui a muito tempo, eu só queria poder fechar os olhos e ter paz, mas a falta de água e de comida já me faziam delira, e a cada delírio, as coisas se tornavam ainda mais reais.
-Obrigada. /agradeci por ser apenas um pesadelo, eu não suportaria aquele desgraçado me tocando.
-SOCOROOOOOOO, ALQUEM ME OUVER. POR FAVOR. /tive que pegar a pouca força que ainda restavam para tentar pedir socorro, mas ninguém nunca me ouvia, eu precisava sair daqui, ou morreria desidratada e desnutrida.
