SEM REVISÃO
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-Não. /me afastei agilmente.
-Me perdoa. /ele se levantou, e quanto tentou se aproximar recuei.
-Julius por favor, gosto muito de você, não estrague tudo.
-Tudo bem, me desculpe, eu não quiz me aproveitar do momento, respeito muito você, isso jamais deveria ter acontecido. /limpei meu rosto e peguei minha bolsa.
-Eu preciso respira.
-Não Bey, você não pode sair sozinha.
-Tá tudo bem, eu preciso ficar só. /estava decidida.
-Eu saiu...
-Não Julius, to sufocando aqui dentro. /minha voz saiu alta, estava decidia a sair.
-Você sabe que é perigoso. /ele estava apreensivo, nervoso.
-Ele não está aqui, não vou longe, só preciso respira. /quando tentei sair sentir meu braço ser puxado.
-Eu to te pedindo, fica aqui, se acontecer alguma coisa jamais me perdoarei.
-Não vai acontecer nada Julius. /toquei seu rosto. /-Eu gosto muito de você, mas não confunda as coisas. /puxei meu braço e sair em seguida.
Quando sair do hotel à noite estava nublada, fria, as ruas calmas, perfeita para um caminhada. Caminhei calmamente pelo local, observando a cidade e relembrando da minha infância e adolescência, sentir falta daquela época, onde não tinha preocupação, minha vida parecia ser tão perfeita.
A cidade continuava a mesma, apesar das mudanças e modernidade, caminhei até chegar na pracinha próxima ao hotel, onde casais jovens caminhavam. Lembrei de quando estava na escola, essa praça sempre foi o ponto de encontros dos casais.
Me sentei em um banquinho, e aquele ar de romance me fez lembra da única pessoa que gostaria de ter aqui agora, peguei meu celular discando o número de Shawn, provavelmente ele estava preocupado, já que atendeu em poucas chamadas.
-Meu Deus, não faça mais isso... /Shawn parecia desesperado, eu havia passando a tarde todo com o aparelho desligado.
-Calma amor, está tudo bem. /tentei acalma-lo, mesmo sabendo o motivo de sua irritação. /-Desculpa, não queria que minha conversa com Solange fosse interrompida. /falei.
-Tudo bem, só não faça mais isso, você está bem? Como foi a conversa?
-Estou sim, calma. /ri. /-Uma pergunta de cada vez. /sorri tentando amenizar o clima.
-Tem certeza? Apesar de tentar desfaça, sua voz não tá ajudando. /me mantive calada. /-Onde você está? /os barulhos de latidos chamaram sua atenção.
-Estou na praça...
-Não acha tarde para está na rua? /ele perguntou.
-Precisava de ar.
-Cadê Julius? /me calei por um momento, sabia que ele não gostaria de saber que estava sozinha, e não contaria o que aconteceu, não agora.
-Ficou no hotel...
-Como? /sua voz saiu alterada. /-Bey você sabe que não pode sair sozinha, por que Julius não está com você?
